
Continuo falando da mandioca...
Já disse que a mandioca é versátil, mas cada dia descubro outras tantas propriedades dessa raíz maravilhosa, que alimenta em todas as suas versões e pode até matar, por ser tóxica.
Há dois grandes grupos de mandioca: a mandioca-mansa doce e a mandioca-amarga ou brava. Essa divisão se baseia na qualidade de ácido cianídrico (uma substância venenosa) que cada variedade contém.
A mandioca-doce, também conhecida como aipim ou macaxeira, não é tóxica, sendo portanto comestível.
A mandioca-brava, é tão tóxica que sem o tratamento adequado para eliminar o veneno, pode até matar. De qualquer maneira, as duas variedades podem ser aproveitadas em forma de farinha e goma, como o polvilho e a tapioca.
Por baixo da casca rugosa da mandioca (que sai com facilidade) há uma outra película, mais resistente e por baixo desta, fica o miolo, que é a parte comestível. No centro do miolo há uma parte dura, que lembra o pavio de uma vela.
Vassourinha: Pequena e fina, com miolo bem branco. Cozinha rápido e por igual.
Amarela ou gema:
Tem casca carnosa e miolo amarelado, que fica mais escuro quando cozida. Também cozinha rápido.
Cuvelinha:
Fácil de ser cultivada, é uma das variedades mais apreciadas.
Manteiga:
Pequena e bastante tenra, tem sabor muito agradável.
Antes de comprar a mandioca, corte um pedaço para ver como está o miolo. Ele tem que apresentar uma cor uniforme, sendo todo branco ou todo amarelo, conforme a variedade. Não compre mandioca que tenham manchas escuras na ponta ou no miolo. A polpa deve ser um pouco úmida e a casca tem que se soltar com facilidade.
A mandioca se estraga com muita facilidade. O ideal é consumi-la logo após a compra. Mesmo quando as raízes estão inteiras, não se deve guardar a mandioca por mais de dois dias.
Descascada e partida, conserva-se um pouco mais, desde que colocada na geladeira, numa vasília cheia de água. A única maneira de conservá-la por meses é colocá-la no congelador. Embrulhe a mandioca crua e descascada em saco plástico, antes de guardá-la.