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domingo, 27 de dezembro de 2009

Biscoitos de nata

A receita desse biscoito de nata também está no Quitandas de Minas, receitas de família e histórias e tem a facilidade de poder substituir a nata pelo creme de leite, que você encontra facilmente em qualquer quitanda (lembrando a outra concepção do termo, claro) supermercado, vendinha, armazém ...

A foto é do Pacelli Ribeiro.

1 xícara de nata (ou creme de leite sem soro)
1 xícara de açúcar
1 colher (sopa) de manteiga
4 xícaras de polvilho doce
1 ovo
1 pitada de sal

E fazer é facílimo: Misturar tudo muito bem, fazer bolinhas, achatando-as, com um garfo. Colocar num tabuleiro untado, e levar para assar em forno médio. Depois é só comer... Bom para acompanhar um café feito na hora... hum... com esse tempo chuvoso...

domingo, 17 de maio de 2009

Lançamento do livro Quitandas de Minas em Congonhas

... tô cansada, mas aquele cansaço feliz! A festa, como prevista, foi sucesso absoluto!

Cheguei em Congonhas na sexta-feira, e fui direto para a Radio Congonhas, onde falei no Programa Participovo, conduzido pelo De Miranda e mais ouvido da cidade. Miranda é das antigas, tem credibilidade e faz um programa muito polêmico, mas nem sempre: faz utilidade pública, noticia abusos na adminstração municipal, levanta a bola pra quem precisa. Falei do Quitandas de Minas, o livro. Ele relembrou meu primeiro trabalho publicado: Aleijadinho e a cidade dos profetas, do qual foi da comissão organizadora.

Logo depois recebi o telefonema da repórter do caderno Paladar, do jornal Estado de S. Paulo, Giovanna Tucci, que já estava em Congonhas para cobrir o evento. Saímos para visitar quitandeiras, conversamos muito sobre as pesquisas culinárias e acabamos na casa do Zezeca, que faz o melhor chá de congonha da terrinha. Almoçamos lá também: uma galinha caipira especialmente preparada.

No sábado, o lançamento do livro, foi aberto com um curto concerto de viola urbana e apresentação da soprano Bianca Pignataro e do maestro Herculano Amâncio. A família marcou presença e algumas autoridades. Foi muito emocionante, além de mexer com o paladar de toda gente o livro evoca emoções infantis, a história das infâncias compartilhadas. Estando na minha terra, foi um rememorar coletivo. As pessoas citadas, minha avó, as tias eram conhecidas e lembradas com saudade por todos. Presente o "primo" Ernesto e a quase mineira Gabriela, amigos argentinos. Junelise, minha comadre, com o Dani vieram de BH, especialmente...

Do lado de fora a viola corria solta no palco montado e o público presente já curtia uma imensa variedade e sabores de caldos, cachaça, cerveja. E o tempo, ao contrário do previsto, não estava tão frio e nem chovia

.. vou parar por aqui.. tô cansada. Depois conto sobre o domingo e do Festival propriamente dito.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Biscoito de polvilho e as coisas da família

Minha família, por todo lado sempre foi muito numerosa. Tenho tios que tiveram 15, 14, 12 filhos e por ser tão grande e cresce para tantos lados que a gente está sempre tendo boas surpresas.

Minha prima Elisa, filha única, e casada com um também filho único, para quebrar a sina resolveram ter 5 filhos. Todos eles já estão casados e a casa da Elisa vive cheia de netos. Cada um maior formosura, só vendo.

Outro dia, ela pegou o Quitandas de Minas, receitas de família e histórias e saiu distribuindo para os filhos.
A Aninha, casada com o Gustavo então, com livro nas mãos, resolveu experimentar a receita de Biscoito de Polvilho.

E ela achou estranho que entre os ingredientes aparece vinagre ou limão. Mas fez e me disse que os biscoitos duraram 5 minutos!!!!

A receita é essa ai. Você faz e depois me diz, se eles chegaram a esfriar, tá.





Biscoito de polvilho

½ kg de polvilho azedo
4 ovos
1 copo de água
2 colheres (café) de sal
1 copo de óleo
2 colheres (café) de suco de limão ou vinagre


Colocar o polvilho numa gamela. Escaldar com a água e o sal. Misturar bem, acrescentando o óleo, os ovos um a um e o suco de limão. Fazer os biscoitos usando um pano com o furo* e espremer diretamente no tabuleiro, que não precisa ser untado. Levar para assar até ficar bem seco. Se a massa ficar dura, acrescentar um pouco de água fria.

* Pano de mais ou menos 40 cm x 40 cm um orifício de 1 cm de diâmetro, por onde se espreme a massa, fazendo os biscoitos direto no tabuleiro.
Ô Aninha.. o vinagre é para o biscoito ficar bem crocante. Ficou, não ficou???

terça-feira, 14 de abril de 2009

O Café na história

Ao se segurar uma xícara de café, tem-se a história nas mãos. Originário da Etiópia migrou para a Arábia nos anos 600, percorreu todo o Oriente Médio, chegando à Europa e às Américas.

Reza a lenda, que um velho pastor, percebendo suas cabras mais alegres e excitadas ao comerem “as cerejas” de certo arbusto resolveu ele também experimentar. Alguns botânicos afirmam que os etíopes foram os primeiros a ingerir os grãos, mastigando-os ao natural. Também era costume pisar as bagas e misturá-las à gordura e à carne animal, consumidos como poderoso e energético alimento.

Para o uso como bebida, por volta do século X, os grãos verdes passaram a ser macerados em água fria e, mais tarde, a ser fervidos. Depois, descobriu-se que o ato de secar os grãos fazia com que se mantivessem conservados por mais tempo.

Em 1475 surgiu, em Constantinopla, a primeira loja de café, conhecida como Kaveh Kanes. A partir do século XVII, várias casas foram abertas na Europa tornando-se famosas pelo luxo e suntuosidade, servindo de ponto de encontro para intelectuais e artistas. O café se espalhou pelo mundo graças à expansão do Islamismo e, em uma segunda fase, do desenvolvimento dos negócios proporcionado pelos descobrimentos.

Ao Brasil, chegou em 1727, trazido da Guiana Francesa pelo Sargento-Mor Francisco de Mello Palheta, quando já possuía alto valor comercial no mundo. Devido às condições climáticas, se espalhou rapidamente pelos estados da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Minas Gerais.


Num espaço de tempo relativamente curto, o café promoveu o desbravamento de florestas, possibilitou a ocupação de vales e montanhas, permitiu a fundação de cidades, mudou o perfil social dando origem a uma aristocracia - a dos Barões do Café -, definiu o um novo perfil étnico da nossa raça, mudou a política brasileira, definiu os alicerces da República e colocou o Brasil definitivamente no panorama comercial internacional. O café passou a ocupar a posição de produto-base da economia brasileira, transformando paisagens, a economia e a sociedade.

O café é rico como alimento e medicamento, é gerador de fortunas; é conhecido como fator de ruínas e diabólico elixir, como bebida divina, como edificador de impérios, e como moderno commoditie se revela na nova e talvez a mais definitiva etapa de seu processo evolutivo: O café se reinventa como produto de extremo bom gosto e ganha, assim, o status a que fez jus desde sua invenção.

Produção

Todo o processo de produção influem na qualidade do café. No Brasil, maior produtor mundial do café, o cultivo varia de acordo com qualidade de solo e clima e entre as diferenças entre as espécies plantadas: arábica (Coffea Arábica) e robusta ou conilon (Coffea Canephora), as mais conhecidas.

O arábica é um café mais fino, e produz uma bebida de qualidade superior, com o maior aroma e sabor. O robusta apresenta uma bebida com mais corpo a bebida e menos acidez; oferece um produto de menor custo.

Os frutos atingem o ponto máximo de maturação quando estão no ponto cereja, e devem ser colhidos sem que entrem em contato com a terra. Após a colheita, os grãos são lavados o mais rápido possível. Ai separa-se os frutos em diferentes fases de maturação (cereja, verde e seco). Depois de lavados, o café é secado no terreiro (ao sol) ou em secadores mecânicos e após secagem completa, o café passará pelo beneficiamento, onde serão novamente separados e classificados, ficando pronto para o comércio e a industrialização.

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Esse texto também foi escrito com a colaboração da minha amiga barista Magda Dias Leite. Um lugar super gostoso de degustar um café especial, em Belo Horizonte é o Santa Sophia Café. Você conhece? Se não, não sabe o que está perdendo....