Saiu no caderno
Paladar do jornal O Estado de S. Paulo, dessa quinta-feira, 21 de maio, uma matéria super bem feita da jovem e simpática repórter Giovanna Tucci.
Ela apareceu por Congonhas querendo saber tudo, conhecer todo mundo, falar com todo mundo e tomar aquele nosso cafezinho da hora em cada casa que chegava. E ai dela se recusasse, rs rs rsrs... De quebra, chupou mexerica apanhada no pé, viu tucano doméstico comer na mão da Florips, riu com o berreiro da siriema do Roberto, assistiu o nascimento de nove porquinhos na casa do Zezeca, se deliciou com uma galinha caipira preparada especialmente pros convidados.
Como ela foi duas vezes na casa da Carmem, acho que até aprendeu a fazer o cubu, que a Carmem faz como ninguém.
A receita está nas páginas do
Paladar, mas também está no
Quitandas de Minas e eu deixo aqui pra você, que gosta do blog:
Cubu - Maria do Carmo Santos Costa, São Brás do Suaçui – FOTO
D. Maria do Carmo, conhecida por Carmem, leva os cubus e outras quitandas, todo sábado, para a feira de Congonhas. Também é uma participante ativa dos Festivais de Quitanda da cidade. Essa receita, como está, foi ditada durante uma das feiras de sábado.
2 kg de fubá
1 kg de farinha de trigo
2 litros de coalhada
1 e ½ kg de açúcar
6 ovos
½ kg de margarina
250 g de gordura de coco
cravo
canela
erva doce
2 colheres (sopa) de bicarbonato
1 pitada de amor
Modo de fazer:
De véspera, cortar as folhas mais tenras da bananeira, lavar e cortar no tamanho para enrolar os cubus.
Numa bacia ou gamela, colocar o fubá, e a margarina. Numa vasilha à parte, colocar a gordura para esquentar ao fogo. Depois de quente, despejar sobre o fubá e a manteiga. Misturar bem. Antes que essa massa esfrie, juntar o açúcar, o sal e a farinha, misturando bem. Juntar a coalhada e reservar. Depois, juntar os ovos e bater, misturando tudo. Deixe descansar mais um pouco. Na hora de enrolar, juntar o cravo, a canela, a erva-doce e por último o bicarbonato. Para colocar para assar, tirar a massa com uma colher grande de arroz, e embrulhar nas folhas de bananeira. Levar para assar em forno quente.
E no Paladar, Giovanna fala da Carmem:
"Ela estava exultante porque Rosaly Senra, autora de Quitandas de Minas, escolheu uma foto sua para ilustrar o livro, "entre tanta gente grã-fina...". E de novo sorri com o biquinho. Uma xícara de seu café coado e uma rosquinha de amendoim coberta de açúcar furtada do tabuleiro com outras dezenas de rosquinhas que secavam ao sol. Isso, Carmem, é luxo. " e eu concordo. Luxo é você Carmem!
E que essa hora (sábado, quase 12h30) já está recolhendo as suas latas e balaios, da feira de Congonhas, já vazias, para voltar para sua bela S. Brás do Suaçui.