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sábado, 30 de julho de 2011

Pão de queijo

O nosso mineiro pão de queijo já anda até sendo exportado para a China. Mas o tradicional, o típico, o autêntico, o caseiro, o nosso mesmo é só pelas bandas de cá... você duvida?

Outro dia recebi a visita de uma amigo mineiro, que foi morar no Canadá. Ele contou que anda conquistando os amigos de lá com as quitandas daqui e resolveu fazer um pão de queijo pra mim, aqui em casa.

Foi ao supermercado, comprou lá o polvilho (nem sei se doce ou azedo) e uns pacotes de queijo ralado, que também nem sei qual tipo era. Abriu a geladeira, viu se tinha os demais ingredientes e pronto. Não adiantou nada.

No dia seguinte, quando cheguei em casa, senti o cheiro de pão de queijo. Pensei com meus botões: êba, pão de queijo da hora, quentinho. Vamos ver as habilidades desse mineiro/canadense.

Tenho que confessar, e ele que me perdoe: foi só desastre: o pão de queijo ficou duro, sem aquela típica elasticidade de um bom e autêntico pão de queijo. O cheiro era bom, mas só. Ele pegou cada um, olhou, cheirou, provou (acho que nem provou) e acabou jogando fora, um a um. Fez isso rapidamente, contra a minha vontade, já que não gosto de jogar nem comida, nem qualquer coisa que valha no lixo. Mesmo porque, produzir lixo, assim assim, não é comigo.
Não sei o que os canadenses andam comentando das quitandas do meu amigo por lá...

O Quitandas de Minas, receitas de família e histórias (o livro), tem um capítulo só com receitas de pão de queijo, mas vou deixar aqui hoje uma receita vinda diretamente da cidade do Serro, das mãos da D. Lucinha.
A cidade do Serro, no vale do rio Jequitinhonha é famosa por produzir o melhor queijo de Minas.

D. Lucinha, senhora conhecida pela maestria culinária, exportou seu know how da cozinha mineira e tem uma rede de restaurantes pelo Brasil afora, garante que com um quilo de polvilho dá pra fazer até 70 pães de queijo. E é essa a receita do pão de queijo da D. Lucinha:

1 kg de goma (polvilho)

1 copo de água
1 copo de gordura (oleo)
3 ovos
1 pitada de sal
400 g de queijo-do-serr0, ralado grosso - meia cura
leite, para dar ponto.

Pôr o óleo e a água para ferver. Escaldar a goma e misturar até esfriar. Despois de frio, colocar os ovos, um a um, sovando sempre. Pingar leite aos poucos e continuar sovando até dar o ponto de enrolar. Por último, colocar o queijo e misturar. Untar as mãos com óleo e enrolar. Levar para assar em forno pré-aquecido, por aproximadamente 20 minutos, dependendo da qualidade do seu forno.

Bom, nesse tempo - aliás, qualquer tempo- esse pão de queijo faz par perfeito com um café passado na hora.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Mandioca, polvilho... Pão de queijo

Nas palavras de Mônica Chave Abdala, em seu livro Receita de mineiridade: "a cozinha e a construção da imagem do mineiro, o pão de queijo deve ter sido "inventado" por volta do século XIX, quando houve a expansão da criação de gado e a abundância do leite. Portanto o pão de queijo é uma tradição relativamente recente. Há variação de receitas de todos os quitutes, cada cozinheira adapta ao seu jeito. Tradição e inovação são as marcas de Minas."

O nosso famoso pão de queijo, então, tem também como base a mandioca que já era abundante e nativa e a partir do crescimento das fazendas que abasteciam as regiões de mineração do estado.

Essa foto foi feita na Padaria Central, da cidade de Diamantina, onde cubr o 41. Festival de Inverno da UFMG

Pão de queijo colonial

  • 1 kg de polvilho azedo
  • 1 copo de óleo
  • 1 copo de água
  • 1 colher (café) de sal
  • 4 ovos
  • 1 prato raso de queijo tipo colonial (ou meia-cura)
  • 1 copo de leite

Modo de fazer:

Bater aos poucos o polvilho no liquidificador e colocar numa bacia. Ferver o óleo, a água e o sal e derramar sobre o polvilho mexendo com uma colher para escaldar. Esperar esfriar um pouco e esfarelar bem a mistura. Adicionar os ovos inteiros e o leite (se precisar acrescente um pouco mais de leite, mas cuide para não deixar passar do ponto). Por último misturar o queijo ralado no ralo grosso na massa. Fazer as bolinhas para assar em forno previamente aquecido.

Essa receita está na página 96 do Quitandas de Minas, receitas de família e histórias,
mas lá te outras nove diferentes para você conferir.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

filhotes...



Quando falam que todo mundo tem que escrever livros, plantar árvores e ter filhos eu concordo em parte. Acho que, já que estamos aqui, temos que deixar nesse planetinha que nos acolheu, nossa marca e nossa contribuição - positiva, é claro!

Já plantei muitas árvores e até agora 2 livros têm minha assinatura. Ambos com padrinhos e/ou madrinhas.


Livro é que nem menino levado, mal saiu das mãos dos pais, já vão trazendo surpresas. Com o Em busca de cerejas, nas trilhas de Santiago de Compostela sei que o menino, ganhou o mundo e faz parte de bibliotecas mais longínquas, coisa que nunca, nem imaginei...


O Quitandas de Minas, receitas de família e histórias, se mostrou mais precoce ainda. Nem bem foi publicado - o lançamento aconteceu em 25 de outubro de 2008 - e já estava sendo citado lá no Ceará, no jornal Diário do Nordeste.

A matéria, extensa e muito detalhada - vale a pena conferir - é sobre nosso famoso pão de queijo e conta quase (falar que conta tudo pode soar como falso, porque vira e mexe aparece uma nova receita, um novo detalhe) tudo sobre a iguaria.

Ele também já ganhou o mundo... sei que anda pelos velhos e novos continentes... como esse blog, que vira e mexe, tem visitas ilustres dos quatro cantos do mundo.
Estão todos bem-vindos, inclusive você que está bem longe das nossas Minas Gerais, deixe aqui um alô.. vamos ficar feliz!!!
E como hoje é sexta-feira, bom fim de semana... aproveite pra fazer alguma quitanda num fogão a lenha.. cê tem?



quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

o que é quitanda para o mineiro???



Quitanda – palavra de origem africana (do dialeto quimbundo) kitanda, significa o tabuleiro em que se expõem as mercadorias diversas (gêneros alimentícios) de vendedores ambulantes ou em feiras livres.

No interior do Brasil é também o pequeno estabelecimento comercial onde se vendem ovos, frutas, verduras, cereais, materiais de limpeza e pequenos objetos da lida doméstica.

Além da definição acima, aplicou-se às comedorias ligeiras, em sua maioria de origem africana, mas desenvolvidas pelo gênio culinário das pretas velhas em colaboração com as sinhás-donas.

Na cozinha mineira quer dizer tudo aquilo que é servido com o café, exceto o pão: bolos, fatias, biscoitos, sequilhos, broas, sonhos ou aquela sobremesa especial, feita por produtos vindos dos quintais: o doce de leite, a goiabada com queijo, ou a compota de fruta que se oferece após o almoço.