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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Mandioca, polvilho... Pão de queijo

Nas palavras de Mônica Chave Abdala, em seu livro Receita de mineiridade: "a cozinha e a construção da imagem do mineiro, o pão de queijo deve ter sido "inventado" por volta do século XIX, quando houve a expansão da criação de gado e a abundância do leite. Portanto o pão de queijo é uma tradição relativamente recente. Há variação de receitas de todos os quitutes, cada cozinheira adapta ao seu jeito. Tradição e inovação são as marcas de Minas."

O nosso famoso pão de queijo, então, tem também como base a mandioca que já era abundante e nativa e a partir do crescimento das fazendas que abasteciam as regiões de mineração do estado.

Essa foto foi feita na Padaria Central, da cidade de Diamantina, onde cubr o 41. Festival de Inverno da UFMG

Pão de queijo colonial

  • 1 kg de polvilho azedo
  • 1 copo de óleo
  • 1 copo de água
  • 1 colher (café) de sal
  • 4 ovos
  • 1 prato raso de queijo tipo colonial (ou meia-cura)
  • 1 copo de leite

Modo de fazer:

Bater aos poucos o polvilho no liquidificador e colocar numa bacia. Ferver o óleo, a água e o sal e derramar sobre o polvilho mexendo com uma colher para escaldar. Esperar esfriar um pouco e esfarelar bem a mistura. Adicionar os ovos inteiros e o leite (se precisar acrescente um pouco mais de leite, mas cuide para não deixar passar do ponto). Por último misturar o queijo ralado no ralo grosso na massa. Fazer as bolinhas para assar em forno previamente aquecido.

Essa receita está na página 96 do Quitandas de Minas, receitas de família e histórias,
mas lá te outras nove diferentes para você conferir.

sábado, 18 de julho de 2009

A lenda da Mandioca

A lenda da mandioca

Há muito tempo, numa tribo tupi, nasceu uma indiazinha bela e delicada. Todos a amavam. Não só amavam, adoravam mesmo. Seu nome era Mani e ela era diferente das outras crianças da tribo. Tinha a pele muito clara, longos cabelos e sempre um sorriso no rosto. Comia pouco e pouco bebia.

Um dia a menina amanheceu doente. Mani parecia esconder um mistério. Uma bela manhã, Mani não se levantou da rede. Toda a tribo se pôs em alvoroço. O Pajé deu ervas e bebidas à menina. Fizeram de tudo para salvá-la. Porém, nem a pajelança, nem os segredos da mata virgem, nem as águas profundas, nem a banha de animais raros, puderam evitar sua morte.

Mani morreu sorrindo.

Os pais a enterraram dentro da própria oca e, como era costume dos índios tupis, regaram sua cova com água, mas também com muitas lágrimas de saudade.

Depois de muitas luas, perceberam que do túmulo de Mani rompia uma plantinha verde e viçosa. A plantinha desconhecida crescia depressa. Mais umas poucas luas, os arbustos tinham caules tão fortes que faziam a terra rachar ao redor.

- Vamos cavar? - comentou a mãe de Mani.

Cavaram um pouco e,os índios viram suas raízes grossas morenas, quase da cor dos curumins. Mas, sob a casquinha marrom, lá estava a polpa branquinha, como a pele de Mani.

- Vamos chamá-la de Mani-oca. E transformaram a planta em alimento, aproveitando para come-la frita, cozida, fazer farinhas, bolos, bebidas, polvilhos, gomas.

Assim ficou conhecida como mani-oca ou mandioca.