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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Bombom de jabuticabs

Pelas bandas de Minas Gerais, como está muito seco, as jabuticabeiras ainda não deram as tão queridas pretinhas...
Com as chuvas, seguramente elas chegarão, para alegria geral da nação, como dizia D. Pedro I.
Sei que lá pelas bandas do interior de São Paulo, já tem gente colhendo as jabus há muito. Sei, porque, por esse blog tem passado muita gente que já fazendo o licor de jabuticabas. E eu, aqui, só esperando, querendo...

O post que ensino o licor de jabuticabas é disparado o mais visitado desse blog.

Então, hoje, só pra atiçar minhas papilas gustativas, e as suas também, leitor e seguidor desse Quitandas de Minas, segue uma receita de bombom de jabuticaba, que deve ser feito com calma. Nada de pressa!

100g de coco ralado
1 lata de leite condensado
1 colher de manteiga
100 ml de leite de coco
100g e geleia de jabuticaba
250 g de chocolate em barra

Começar fazendo a massa, de véspera. Leve ao fogo o leite condensado, a manteiga, o leite de coco e o coco ralado. Misture até engrossar, soltar da panela, como um brigadeiro mole. Deixe esfriar e leve à geladeira de um dia para o outro. No dia seguinte enrole o doce e faça um buraco no centro, que deve ser recheado com a geleia de jabuticaba. Feche o doce e leve outra vez à geladeira. Em bando-maria, derreta o chocolate. Espere esfriar um pouco à temperadora ambiente, depois, mergulhe cada bolinha de doce no chocolate derretido. E voilá!
Bombom de jabuticaba!




sábado, 13 de novembro de 2010

24º Festival de Jabuticabas de Sabará

Próximo fim de semana, dias 20 e 21 de novembro, a cidade de Sabará promove mais uma edição do FESTIVAL DA JABUTICABA.

O evento acontece na Praça de Esportes a partir das 10h, com ingressos ao preço de R$3,00.
Serão mais de 30 stands de derivados da doce pretinha: bombons, licores, geleias, bolos etc,
10 barracas da fruta in natura,
14 barracas de gastronomia diversa.

Acontecem também alguns FESTINS:

Jabutinata (serestas, poesia e produtos da jabuticaba) np Espaço Cultural e de tradições Grastronômicas, no bairro Adelmolândia. (31) 3671-3241

Jabuticaba Gourmet (café colonial, almoço especial e jantar gourmet com pratos finas à base de jabuticaba) - Hotel Solar São Francisco - (31) 3671-3040

Primor do Quintal
- dia 27 de novembro - R. José Vaz Pedrosa, 175 Bairro Pompéu.
Prato de entrada, principal e sobremesa à base de jabuticabas preparadas pelo chef. (ingressos antecipados)

Mais informações: ww.sabara.mg.gov.br // www.turismosabara.com.br
Centro de atendimento ao turista: (31) 3672-7690 // 3671-1403


Volto falando mais sobre a manga, já que também é tempo dessa saborosa fruta! E eu não poderia deixar de trazer essa informação sobre esse evento genial, delicioso de Sabará, cidade tão perto de BH!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

tapioca com geleia de jabuticaba, sim sinhô!


... depois de geleia, licor, bolo, eu já achando que já
tinha aprontado tudo das jabuticabas disponíveis desse ano: as de casa e as ganhadas de presente da Rita da Glória; do Festival da Jabuticaba de Sabará... feito um bom estoque e até poder dar algumas geleias de presente, sai de férias, uma semaninha só, mas suficiente.

na foto: a goma da tapioca, a geleia e as tapiocas. A mais amarelinha é com queijo.

... e fui curtir o sol, o mar e aquele céu dos meus sonhos no Arraial d'Ajuda. E lá, no lugar de sempre, na esquina da Praça S. Brás, que dá de frente para a "Broduei", encontrei o Luciano, que é pernambucano de origem tanto quanto a tapioca, com sua banquinha de tapiocas e aquela calma que lhe é peculiar.

Como sempre comi muitas tapiocas por lá, conversei muito fiado, já que dedos de prosas não pagam impostos, e acabei trazendo pra casa dois litros de tapioca. Sim, a goma da tapioca, branquinha, que como você sabe, é descendente da mandioca. O litro é a medida que usam para vender a goma e trouxe dois: como o Luciano me disse, na medida certa de sal e já molhadinha para fazer a gostosura da maneira mais simples: coloca essa goma peneirada numa frigideira já quente. Espere um pouco e coloque o recheiro que quiser: manteiga, queijo, banana, aveia, mel, leite condensado; tomate, queijo e orégano, se quiser com "sabor de pizza". Ai é só dobrar e servir. Ou comer, com cuidado, porque fica muito quente.


Pois é, tapioca com geleia de jabuticaba. Provei e aprovei!






domingo, 4 de outubro de 2009

Geleia de jabuticaba

Cada dia me pego mais "enlouquecida" com a jabuticaba, para chupar (sempre no pé, e de preferência, lá nas grimpas) e para fazer geleia e licor.

Acho que estou virando especialista, será que me falta modéstia?

Mas se poucos estudos existem sobre as propriedades dessa mais brasileira das frutas, a intuição sempre falou mais alto (intuição, instinto ou dádiva da natureza que a fez tão saborosa e suculenta atraindo gentes e bichos de todas as espécies). A pesquisa sobre a antocianina, a grande aliada das nossas artérias, encontrada na jabuticaba, é praticamente recente. A jabuticaba é também rica em pectina, que é a propriedade gelatinosa, capaz de derrubar as altas taxas do colesterol, por isso é tão fácil fazer geleias.

A geleia, passo a passo:
- apanhadas, as jabuticabas devem ser lavadas em água corrente. Se tem muitos ciscos, lave-as duas vezes. Faço tudo numa mesma sequência, já que a jabu é tão delicada que logo logo já começa a se deteriorar (ou fermentar), por isso, se você não for chupar na hora, ou não for fazer alguma coisa, guarde-a do jeito que está, sem lavar nem nada. Na geladeira ela dura poucos dias.

- Coloque-as no tacho de cobre. O tacho deve ter sido lavado e limpo com limão ou vinagre para tirar todo o azinhavre, ou como falamos em casa, simplesmente: zinabre, que é o processo de oxidação do cobre.

- Acrescente um pouco de água e deixe-as ferver ao fogo. Elas vão espumar, estourar (veja a foto ao lado) e produzir um suco.

- para ver se já apuraram suficiente, pegue algumas com a espumadeira e repare se esvaziam quando retirada do fogo. Se todas já estiverem assim, coe-as separando a casca do caldo.

Com a casca você pode fazer bolo, suco ou aproveitar de outra forma. O caldo é para fazer a geleia.

- Meça o volume de caldo apurado. Para cada quantidade de suco use metade do volume de açúcar. Volte com esse caldo para o tacho e coloque o açúcar, sabendo que a quantidade é exatamente a metade do volume do caldo. Se quiser, acrescente o suco de um limão. E deixe engrossar, mas atenção ao ponto.

É importante cuidar para não deixar passar o ponto de tirar do fogo. Minha mãe sempre reclama que as geleias de jabu que faz ficam muito duras. O ponto certo para que a geleia fique fina é quando, tirando com a colher, aquele suco não escorra tão facilmente. Dá um pingo grosso, quase que não pinga.


É esse o momento de desligar, colocar nos potes e deixar esfriar.

Olha ai que maravilha de cor! E sabendo que tudo isso, além de saborosíssima, está cheia de vitaminas, sais minerais e fibras ainda faz bem ao coração. Esperto é o jabuti!

Ah, eu nem te conto, eu guardo geleias de jabuticaba para o ano inteiro, mesmo fora da geladeira !




segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A jabuticaba


Recentemente, pesquisando corantes para a indústria alimentícia, Daniela Brotto Terci, da Unicamp, descobriu que a jabuticaba, é riquíssima em antocianina, a substância que colore de forma ímpar a frutinha. Essa substância é um dos maiores protetores das nossas artérias, evitando infartos e outros males do coração. Nesse quesito, a jabuticaba ganha longe da uva ou da amora.

A jabuticabeira - Myrcia cauliflora Berg, Myrtaceae- essa pretinha deliciosa, é brasileiríssima. Originária da mata atlântica, seu nome jabuticaba vem do tupi, (iapoti’kaba) que significa fruto de que se alimenta o jabuti, mas há outras versões para o seu nome.

Essa cor encantadora serve para atrair os pássaros, e não só eles, claro. Lá no quintal da minha tia ficamos todos assanhados; os pássaros, os micos e (não posso negar) eu. Imagina! ;-)

Além da antocianina, que está na casca, na polpa branca e suculenta pode-se encontrar ferro, fósforo, vitamina C e boas doses de niacina, uma vitamina do complexo B que facilita a digestão e ainda ajuda a eliminar toxinas.

Ao comprar jabuticabas dê preferência às graúdas, sem rachaduras ou picadas de insetos. Devem ser lavadas somente imediatamente antes de consumir, pois a fruta é muito sensível e azeda facilmente. Em geladeira conserva-se de dois a três dias, mas o melhor mesmo é chupá-las no pé.

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eu ainda volto com a jabuticaba...


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Licor de jabuticaba

Outubro, novembro é tempo de jabuticabas.


Nesse ano de 2008, eu apanhei todas as pretinhas do único pé de jabuticabas que tem lá na casa da Tia Imene. Foram mais de 50 baldes, sem exagero.



Com elas, fizemos geleias e licores...




E levamos tudo para o Festival da Quitanda... Apareceu uma pessoa querendo um estoque maior, para oferecer os licores numa festa de casamento da filha, de tão bom e delicado que estava. Infelizmente não tínhamos quantidade, aliás, naquela hora, já não tínhamos mais nada .
A Tia Aurea ficou com todos os potes de geleia, ela que viu fazer e já não aguentava esperar pelo Festival.

Licor de jabuticaba

essa receita é a da Lalá do Ademar, Fazenda da Bonança, onde nasceu minha vovó Naná. No caderno que copiei ela estava datada : 1920 e tinha a notação: “muito bom”.

1 prato fundo de jabuticabas
1 copo de cachaça ou álcool de cereais
800 g de açúcar
1 litro de água fervendo

Modo de fazer:

Colocar os ingredientes numa vasilha de vidro ou louça na ordem citada. Tampar com um pano e deixar esfriar. Depois de frio, tampar com a tampa do pote, bem vedada e deixar descansar por uns 30 dias. Coar em papel filtro ou algodão. Engarrafar.


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Fizemos com álcool de cereal e com cachaça, separadamente. A feita com cachaça ficou melhor!


A Dôte, que foi no Festival, comentou: "Eita, mas essa Lalá do Ademar deixou receitas... no caderno da minha mãe, tem um montão de receitas dela."
A mãe da Dôte, a Cidinha, é prima da minha avó, e como ela, já virou estrela. Devem estar comendo bolinhos de sonhos lá pelos céus, que elas acreditam que existe.

A Dôte apareceu em por lá para prestigiar o Festival com minha antiga colega Dênia, bibliotecária da UFMG. Se encontraram, as duas num boteco de BH e comentaram que iriam a Congonhas pro Festival, uma pela amizade, outra pelo parentesco... eu digo: eita mundinho pequeno e danado de bão !!!