quinta-feira, 30 de julho de 2009

Mandioca, polvilho... Pão de queijo

Nas palavras de Mônica Chave Abdala, em seu livro Receita de mineiridade: "a cozinha e a construção da imagem do mineiro, o pão de queijo deve ter sido "inventado" por volta do século XIX, quando houve a expansão da criação de gado e a abundância do leite. Portanto o pão de queijo é uma tradição relativamente recente. Há variação de receitas de todos os quitutes, cada cozinheira adapta ao seu jeito. Tradição e inovação são as marcas de Minas."

O nosso famoso pão de queijo, então, tem também como base a mandioca que já era abundante e nativa e a partir do crescimento das fazendas que abasteciam as regiões de mineração do estado.

Essa foto foi feita na Padaria Central, da cidade de Diamantina, onde cubr o 41. Festival de Inverno da UFMG

Pão de queijo colonial

  • 1 kg de polvilho azedo
  • 1 copo de óleo
  • 1 copo de água
  • 1 colher (café) de sal
  • 4 ovos
  • 1 prato raso de queijo tipo colonial (ou meia-cura)
  • 1 copo de leite

Modo de fazer:

Bater aos poucos o polvilho no liquidificador e colocar numa bacia. Ferver o óleo, a água e o sal e derramar sobre o polvilho mexendo com uma colher para escaldar. Esperar esfriar um pouco e esfarelar bem a mistura. Adicionar os ovos inteiros e o leite (se precisar acrescente um pouco mais de leite, mas cuide para não deixar passar do ponto). Por último misturar o queijo ralado no ralo grosso na massa. Fazer as bolinhas para assar em forno previamente aquecido.

Essa receita está na página 96 do Quitandas de Minas, receitas de família e histórias,
mas lá te outras nove diferentes para você conferir.

terça-feira, 28 de julho de 2009

.. o polvilho


Polvilho

O polvilho é obtido por meio da fermentação natural da mandioca. Conhecido também como fécula, amido da mandioca ou goma, é extraído com a decantação da água de lavagem da mandioca ralada. Vários tipos de farinha são obtidos da mandioca, a farinha branca de mesa, puba, tapioca (transformação do polvilho) e outros originariamente típicos da culinária indígena.


O polvilho é classificado em doce e azedo, tendo por base apenas o teor de acidez. Na fabricação de pão de queijo não há diferença significativa quando se utiliza polvilho azedo ou doce. Apenas é possível observar que o pão de queijo feito com polvilho azedo apresenta maior volume, textura mais porosa, miolo mais esponjoso, leve e elástico, casca lisa e uniforme quando comparado ao pão de queijo produzido com polvilho doce.




sábado, 25 de julho de 2009

Colorado e a farinha de mandioca


Essa foi uma imensa e feliz coindidência. Eu aqui, falando da versatilidade da mandioca e descubro novidades. Há pouco tempo, tirei uns dias de férias e fui para a encantadora cidade de Paraty, no litoral do Estado do Rio de Janeiro.
De lá com amigos, acabei indo ao Resort Porto Frade em Angra dos Reis, para uma "cobertura jornalística" de uma campeonato de tênis. Terminado o serviço, fomos experimentar as cervejas Colorado.
A Caium, mais uma digna representante da nova safra de micro-cervejarias brasileiras é uma Pilsen tradicional de Ribeirão Preto é feita com água do aquífero Guarany, maltes e lúpulos importados, farinha de mandioca e uma exclusiva levedura de baixa fermentação.

Tem cor amarela pálida característica proporcionada pela presença da mandioca em sua receita. Seu sabor é marcado pelo malte e possuiu uma doçura leve com notas e aroma de lúpulo bem floral. É refrescante e acompanha bem um dia quente. Podia ser um pouco mais barata, mas vale à pena experimentar e prestigiar esta bela produção da Cervejaria Colorado.

Olha eu ai com a Caium...

Produtor: Beertech Bebidas e Comestíveis Ltda
Origem: Ribeirão Preto, São Paulo
Produção: Brasil
Embalagem: 600 ml
Ingredientes: Água, malte de cevada, farinha de mandioca, lúpulo e levedura
Graduação Alcoólica: 4,8 %
Visual: Cor amarela pálida


 


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Bolo de mandica com coco

Falei tanto da mandioca, vai ai uma receita super fácil e bem gostosa. Depois vem outras. Com a mandioca a gente pode quase tudo.


Bolo de mandioca com coco

1 kg de mandioca
4 colheres (sopa) de manteiga
3 ovos batidos
1 xícara de açucar
1 xicara de leite decoco
1 colher (chá) de sal
1/2 xícara de água fervente
canela

Cozinhar a mandioca e passar na máquina de moer, ou amassar com garfo. Acrescentar a água fervete e passar numa peneira. Juntar a mantega, o ovos batidos, o leite de coco, o cúcar, o sal. Misturar tudo muito bem. Despejar numa forma untada e polvilhar açucar com canela.
Assar em forno pré-aquecido por aproximadamente 50 minutos.

domingo, 19 de julho de 2009

V Festival Bem Temperado de Igarapé

Esse fim de semana, conforme já havia anunciado, fui a convite da organização, para o Igarapé Bem temperado, o V Festival de Culinária na vizinha cidade de Igarapé, que apesar de bem pertinho, fica somente a 35 km de BH, eu não conhecia.

Bem temperado é o nome do festival e não poderia mesmo ser outro. Que delícia tudo! Muitas barracas com as mais saborosas receitas preparadas pelas mestras da
cidade: quitutes, pratos especiais, quitandas, doces.


Às margens da rodovia BR381 - Fernão Dias, Igarapé (palavra do tupi-guarani, que significa caminho da canoa) surgiu por volta de 1710, a partir das andanças dos bandeirantes paulistas em busca do ouro das minas e posteriormente da agropecuária, já que a região mineradora necessitava abastecimento. Com isso, muitas fazendas surgiram na região, produzindo a matéria prima para a boa e autentica culinária mineira.


Na programação do V Festival - Igarapé Bem Temperado: palestra com a pesquisadora Maria da Graça Mourão; aula de culinária com a chef Telma Lara; workshop com José Roberto Gonzales e lançamento do Quitandas de Minas, receitas de famíla e história no sábado.


E como Igarapé não nega a boa receptividade mineira, acabei dormindo lá no delicioso Hotel Fazenda Igarapés, super bem recebida pela família de Magna e Raimundo, os simpáticos proprietários, que ainda dentro da programação do Festival de Culinária promovem no próximo fim de semana, (dias 24 a 26 de julho) uma super festa junina, ops, julina. Vale a pena conferir!!


O buffet do Hotel Fazenda Igarapé é tudo de bom em se falando da boa e tradicional cozinha mineira. Indo lá, peça o já famoso o mané taioba, recém-criado!!!

sábado, 18 de julho de 2009

A lenda da Mandioca

A lenda da mandioca

Há muito tempo, numa tribo tupi, nasceu uma indiazinha bela e delicada. Todos a amavam. Não só amavam, adoravam mesmo. Seu nome era Mani e ela era diferente das outras crianças da tribo. Tinha a pele muito clara, longos cabelos e sempre um sorriso no rosto. Comia pouco e pouco bebia.

Um dia a menina amanheceu doente. Mani parecia esconder um mistério. Uma bela manhã, Mani não se levantou da rede. Toda a tribo se pôs em alvoroço. O Pajé deu ervas e bebidas à menina. Fizeram de tudo para salvá-la. Porém, nem a pajelança, nem os segredos da mata virgem, nem as águas profundas, nem a banha de animais raros, puderam evitar sua morte.

Mani morreu sorrindo.

Os pais a enterraram dentro da própria oca e, como era costume dos índios tupis, regaram sua cova com água, mas também com muitas lágrimas de saudade.

Depois de muitas luas, perceberam que do túmulo de Mani rompia uma plantinha verde e viçosa. A plantinha desconhecida crescia depressa. Mais umas poucas luas, os arbustos tinham caules tão fortes que faziam a terra rachar ao redor.

- Vamos cavar? - comentou a mãe de Mani.

Cavaram um pouco e,os índios viram suas raízes grossas morenas, quase da cor dos curumins. Mas, sob a casquinha marrom, lá estava a polpa branquinha, como a pele de Mani.

- Vamos chamá-la de Mani-oca. E transformaram a planta em alimento, aproveitando para come-la frita, cozida, fazer farinhas, bolos, bebidas, polvilhos, gomas.

Assim ficou conhecida como mani-oca ou mandioca.