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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Bolo de coco e mandioca

Coco e macaxeira tem sabor do nordeste brasileiro, aqueles bolinhos vendidos em feira, aquele sabor particular. Nordeste lembra verão, férias... que delícia.

Esse bolo é bom pra comer qualquer hora, para mandar de merenda para a meninada, que ainda não está de férias e, claro, vai bem com o café da tarde.



BOLO DE COCO COM MANDIOCA

2 xícaras de açúcar
100 g de margarina
4 ovos (clara em neve)
1 xícara de leite de coco
2 e 1/2 xícaras de farinha de mandioca crua, peneirada
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de fermento em pó

Numa tigela, misturar o acúcar, a margarina (ou manteiga)e as gemas até obter uma massa homogênea. Juntar o leite de coco e a farinha de mandioca. Bater bastante. Acrescentar as claras em neve, o sal e por último o fermento. Despejar numa forma untada e enfarinhada. Assar em forno médio, pré-aquecido por aproximadamente 40 minutos. Desenformar ainda morno.

sábado, 1 de outubro de 2011

Bolo de aipim

A mandioca tem seu lugar de respeito na mesa brasileira, e não é de hoje. Aliás, ela já estava por aqui, quando chegaram os portugueses e a levaram para o resto do mundo: Ásia e África. No Rio de Janeiro a chamam de aipim, pelas Minas Gerais de mandioca, no nordeste de macaxeira apesar de variada a mandioca comestível pode ser branca ou amarela e ambas são muitíssimo apreciadas. A outra, a brava, somente para uso industrial, contém uma substância chamada linamarina, que é altamente tóxica.

Na linha dos bolos, um bolo de mandioca, aipim ou macaxeira cai bem com um café passado na hora!

Bolo de aipim

3 xícaras de aipim cru, ralado
1/2 xícara de água fervente
60 g de manteiga
3 ovos
1 vidro de leite de coco
1 patada de sal
áçucar a gosto
canela e açúcar para polvilhar

Numa vasilha, juntar ao aipim ralado, a água fervente e passsar por uma peneira para retirar um pouco da goma. Despreze essa goma. Acrescentar a manteiga e os ovos batidos, depois o leite de coco, o sal e o açúcar. Misturar bem, mexendo com as mãos. Colocar numa forma de bolo untada. Polvilhar com açúcar e canela e levar para assar em forno pré-aquecido por aproximadamente uma hora.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

mais sobre a mandioca


Continuo falando da mandioca...

Já disse que a mandioca é versátil, mas cada dia descubro outras tantas propriedades dessa raíz maravilhosa, que alimenta em todas as suas versões e pode até matar, por ser tóxica.


Há dois grandes grupos de mandioca: a mandioca-mansa doce e a mandioca-amarga ou brava. Essa divisão se baseia na qualidade de ácido cianídrico (uma substância venenosa) que cada variedade contém.

A mandioca-doce, também conhecida como aipim ou macaxeira, não é tóxica, sendo portanto comestível.

A mandioca-brava, é tão tóxica que sem o tratamento adequado para eliminar o veneno, pode até matar. De qualquer maneira, as duas variedades podem ser aproveitadas em forma de farinha e goma, como o polvilho e a tapioca.

Por baixo da casca rugosa da mandioca (que sai com facilidade) há uma outra película, mais resistente e por baixo desta, fica o miolo, que é a parte comestível. No centro do miolo há uma parte dura, que lembra o pavio de uma vela.

Vassourinha: Pequena e fina, com miolo bem branco. Cozinha rápido e por igual.

Amarela ou gema:

Tem casca carnosa e miolo amarelado, que fica mais escuro quando cozida. Também cozinha rápido.

Cuvelinha:

Fácil de ser cultivada, é uma das variedades mais apreciadas.

Manteiga:

Pequena e bastante tenra, tem sabor muito agradável.

Antes de comprar a mandioca, corte um pedaço para ver como está o miolo. Ele tem que apresentar uma cor uniforme, sendo todo branco ou todo amarelo, conforme a variedade. Não compre mandioca que tenham manchas escuras na ponta ou no miolo. A polpa deve ser um pouco úmida e a casca tem que se soltar com facilidade.

A mandioca se estraga com muita facilidade. O ideal é consumi-la logo após a compra. Mesmo quando as raízes estão inteiras, não se deve guardar a mandioca por mais de dois dias.

Descascada e partida, conserva-se um pouco mais, desde que colocada na geladeira, numa vasília cheia de água. A única maneira de conservá-la por meses é colocá-la no congelador. Embrulhe a mandioca crua e descascada em saco plástico, antes de guardá-la.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

A mandioca

Desculpe, você que segue esse blog. Essa semana pouco tempo tive para me dedicar ao Quitandas de Minas: mil tarefas, mil projetos, mil ideias na cabeça... e os dias passando rápidos, a noite chegando linda e a lua, toda dona do céu.

O assunto de hoje é esse versátil, nutritivo e saboroso alimento:

A Mandioca

A origem do nome mandioca vem de uma lenda Tupinambá sobre a deusa Mani, de pele branca, que encontrou sua morada (oca) na raiz desta planta, originária da América do Sul, já fazia parte da alimentação dos indígenas, quando os colonizadores aqui chegaram.

No Brasil, os nomes variam de região para região e só não são mais que as possibilidades de aproveitamento que ela oferece: aipi, aipim, aimpim, candinga, castelinha, macamba, macaxeira, macaxera, mandioca-brava, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira, moogo, mucamba, pão-da-américa, pão-de-pobre, pau-de-farinha, pau-farinha, tapioca, uaipi, xagala. Em espanhol é conhecida como yuca.

A mandioca tem alto valor energético e possui sais minerais (cálcio, ferro e fósforo) e vitaminas do Complexo B.

Existem diversas espécies da planta, que se dividem em mandioca-doce e mandioca-brava ou amarga, de acordo com a presença de ácido cianídrico, que é venenoso se não for destruído pelo calor do cozimento ou do sol.

Sua safra varia de janeiro a julho no nordeste e de maio a agosto no sul, por isso é tão utilizada também nas festas juninas, que agora já são julinas, mas que ainda alegram o interior do Brasil.

PS: quase me esqueço: o polvilho do pão de queijo, a mais famosa quitanda de Minas é feito da mandioca... E no Quitandas de Minas, receitas de família e histórias - o livro, só lá tem 10 receitas diferentes de pão de queijo.

Aguarde os próximos posts...