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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sonhos da Vovó


Quando estava fazendo o Quitandas de Minas, procurando as quitandas nos cadernos da Dinha Lete - claro que o caderno dela tem muito mais receitas, com letras de todo mundo, já que ela ficava mais por conta das panelas que das letras -, encontrei essa receita numa folha solta.

No verso da receita o que vi foi uma prova de latim,
datada de março de 1959, da tia Áurea, menina na época. Nem imagino que ano de escola ela poderia estar. Acho que no dia dessa prova, minha mãe ainda não tinha ideia que eu já estava a caminho, mas já estava! Minha avó só tinha um neto e seguramente queria uma neta, pra fazer um par, como eles costumavam dizer. Talvez tenha sido esse o "sonhos da vovó" e como esse sonho, ou bolinho é muito apreciado nos dias de chuva, também recebe o nome de Bolinhos de chuva, delícia também presente nas citações de Monteiro Lobato.

Segue a receita, espero que você goste!

Sonhos da Vovó

3 ovos
3 xícaras de farinha de trigo
1 pitada de sal
Leite na quantidade suficiente para dar consistência mole
1 colher (sobremesa) de fermento em pó
2 colheres (sopa) de açúcar.

Modo de fazer:

Bater as claras em neve. Juntar o sal, a farinha, o fermento, o açúcar e as gemas, uma a uma, misturando um pouco de leite. Depois de tudo batido, fritar as colheradas, em óleo bem quente, virando sempre até ficarem bem coradinhas. Passar em açúcar refinado com canela e servir ainda quente, de preferência acompanhado de um bom chá ou de um café passado na hora!


E se tiver chovendo, fica completo. É só prolongar a prosa enquanto a chuva não pára! Se a tarde estiver frita, serve pra acompanhar um café feito na hora.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Rosca de moranga (ou abóbora)

Dessa vez foi a Tia Áurea que inventou de fazer uma coisinha qualquer do Quitandas de Minas.

Ainda não contei aqui, mas todas as fotos do livro foram feitas na casa dela, que ficou dois fins de semana só por nossa conta.

E era um entra e sai daqueles, imagina você, cada hora uma tia chegava com um prato, um pacote. Corre pra colocar os pães de queijo no forno. Ai, ai ai, deixa mais um pouquinho porque está muito branco... Fora os curiosos, que queriam saber como estava indo a coisa, beliscar um pouquinho. Sei que foi uma festa que já deixou saudade.

Quando a gente dava por encerrado os trabalhos do dia, ela preparava um lanche, botava a mesa e ai, íamos conversar sossegados: O Pacelli Ribeiro, autor das fotos do livro, a Tia Áurea; o Gil, seu marido; o Ramom e a Bruninha.

Mas isso já faz um tempo. Num desses sábados a Tia Áurea resolveu de fazer uma rosca que não tinha sido fotografada. Abriu o Quitandas, conferiu a lista de ingredientes para saber se tinha todos os ingredientes em casa e resolvemos fazer a rosca de moranga, que está á página 47.

Deixo aqui a receita, com as devidas explicações:


250 g de moranga cozida
2 ovos inteiros
50 g de fermento biológico
1 colher (sopa) de margarina
½ copo de óleo
1 copo de açúcar
½ copo de leite
1 kg de farinha de trigo

½ colher (sopa) de sal


Separamos cada ingrediente e batemos no liquidificador os ovos, o leite, o óleo, o açúcar, a margarina, a moranga, o fermento. Despejamos numa vasilha e fomos acrescentando a farinha aos poucos. Usamos farinha integral, por isso fomos peneirando para que fosse arrejada.

Fomos misturando até que a massa ficar em boa consistência para ser enrolada. O ponto ideal é a massa um pouco "pegajosa". Sovamos bem e deixamos a massa descansar por duas horas.
Como estava um pouco frio, Tia Áurea ligou o forno e deixou a porta aberta para aquecer um pouco o ambiente. Marcamos também o tempo do crescimento do fermento com uma bolinha no copo d'água. Dica da Ana Rita, que na família é a doutora em roscas!

Crescida a massa, polvilhamos farinha numa bancada. Dividimos a massa em duas partes e com cada uma fizemos três rolos, para depois fazer a trança. Um pouco mais de descanso. Colocamos as roscas em tabuleiros untados e levamos para assar, em forno médio por aproximadamente 30 minutos.

Ficou uma delícia: leve e soltinha. Mais morena por causa da farinha integral, mas por isso, mais saudável.


Ah, o sal colocamos somente no final, para não entrar em atrito com o fermento.