Volta a comadre Junelise, que tem o blog Memória Culinária: coisa de vó com uma uma receita gostosa. Olha ai o que ela disse:
Ei Rosaly! Pois é, esse nosso jeitim mineiro de agradar, preparando quitutes e quitandas. Há quem diga que quando vem a Minas, come muito e volta com uns quilinhos a mais. E eu completo: come bem demais!! Segue uma receita de um bolo superprático e gostoso! Receita de uma tia e que está no livro Memória Culinária: Coisa de Vó.
Bolo de banana amassada
1 colher de sopa cheia de manteiga
1 xícara de banana caturra(nanica)amassada
1 xícara de açúcar cristal
1 ovo
2 xícaras de farinha de trigo
4 colherinhas (chá) de fermento em pó
1 colherinha de sal
Bater a manteiga com o açúcar e a gema. Acrescentar a banana, a farinha, o sal e bater um pouco mais. Por último, a clara batida em neve e o fermento. Colocar em forma untada e por em forno médio por 30 a 35 minutos.
Alterações possíveis e saudáveis:
Trocar o açúcar cristal por mascavo e a farinha branca por farinha integral. Gosto de colocar em forma de bolo inglês, aquela compridinha.
Um beiju, Junelise
Valeu Comadre. Seu blog tá lindo, viu! Vou passear por lá agora.
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quinta-feira, 19 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
minha história de menina rapando tachos - 2
na foto: minha avó, irmãs, irmãos , maridos e esposas, num casamento.
Minha avó e as tias-avós, além dos afazeres domésticos, e de cuidar das crianças, viviam a fazer quitutes, quitandas e doces para bem receber visitantes e hóspedes: seus irmãos, primos, parentes ou compadres que chegavam a Congonhas por ocasião do Jubileu do Bom Jesus, em setembro, ou para as festas de casamento e até para passar a lua-de-mel, ou ainda para uma visita rápida, que era, no mínimo, de dois dias.
Nessa casa, também havia galinheiro, com galinhas que estavam sempre com ninhadas perdidas; chiqueiro, onde cresciam porcos para abate, patos, o cachorro vira-lata, passarinhos soltos e os de gaiola, além do periquito australiano e papagaio de poleiro.
Havia também do lado de fora, perto do tanque, uma coberta, misto de oficina e cozinha aberta, que tinha, além dos tornos do meu avô e ferramentas dos tios, num canto, um forno grande e um outro fogão, ambos a lenha, que eram usados justamente quando se fazia um maior volume de doces ou biscoitos. O fogareiro era de uma boca só, para tachos grandes, na altura do chão, e a colher de pau que se usava era bem do meu tamanho. Acima, uma boca de forno enorme, que era limpa com vassoura de alecrim, antes de cada jornada de trabalho.
Eu ficava rodeando tudo, ouvindo as conversas, aprendendo os mistérios e até ajudava um pouco, criança que era. Meus doces preferidos: eram todos!
domingo, 1 de março de 2009
.. um pouco de história
Nasci em Congonhas, Minas Gerais. O início do povoamento da cidade ocorreu por volta de 1700, quando portugueses se instalaram na antiga Vila Real de Queluz, atual Conselheiro Lafaiete, e passaram a buscar, em volta do rio Maranhão, outras localidades prósperas para a exploração do ouro.A escolha do nome Congonhas se deve a abundância em seus campos da planta conhecida como Congõi. Em 1948, ocorreu uma simplificação do nome que então se chamava Congonhas do Campo sendo reduzida para Congonhas.
Em agosto de 2003, foi realizado um plebiscito na cidade para averiguar o desejo dos moradores para retornar às origens com o nome de Congonhas do Campo, denominação essa mais popular em outras regiões do Brasil, mas 85% dos eleitores votaram para manter o nome atual de Congonhas.
A congonha
24 de janeiro - Alto maranhão, distrito da cidade
A congonha é uma erva medicinal encontrada em toda a região próxima à cidade de Congonhas. Do tupi Congõi significa o que sustenta, o que alimenta. O chá das folhas de congonha tem propriedades anti-inflamatória, diurética e calmante.
Segue uma receita do chá:
150 g de açúcar cristal
Um punhado de folhas secas de congonha
1 litro de água filtrada
Levar ao fogo em uma panela, o açúcar para fazer uma calda, acrescente as folhas e água. Desligue ao ferver. Tampe para apurar o sabor. Coe e sirva quente ou gelado.
José Félix Junqueira, ou como é mais conhecido Zezeca, me deu esta receita e me disse que a "do costume" da casa dele: é o chá de congonha caramelado.
As medidas são essas:
1 xícara de açúcar
½ xícara de folhas de congonha secas e picadas
1 litro de água
E ele faz assim:
Colocar numa vasilha o açúcar misturado com as folhas de congonha secas e picadas. Mexer até dourar. Antes de começar a queimar, acrescentar um litro de água fervente, mexendo até desmanchar o açúcar. Desligar ao ferver. Coar e servir quente ou gelado. E pode ser guardado na geladeira por até 10 dias.-----------
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
... o lançamento do Quitandas de Minas
Pois é, comecei aqui postando todo dia uma coisinha sobre o livro Quitandas de Minas, receitas de famílias e histórias que foi lançado oficialmente no dia 25 de outubro de 2008, na Livraria Leitura do Pátio Savassi, em grande estilo.
Vou postar aqui muitas receitas e as histórias que estão no livro, e outras mais.
Mas ainda não contei porque resolvi fazer esse livro, e como toda a pesquisa começou. As histórias recolhidas são coisas da minha infância, mas a ideia de fazer o livro começou assim:
Em Congonhas, todo último domingo do mês de maio, desde 2001 acontece o Festival de Quitandas. Minha prima participa, fazendo bolos, pães e movimentando a casa. A cidade se mobiliza e as quitandeiras da cidade e região entram em alvoroço. O Festival da Quitanda de Congonhas já é há muito tempo um sucesso! Pois bem, num dia de maio de 2005 ou 2006, saindo do trabalho, lá na UFMG, encontro Maria Helena Santos (bibliotecária em todos os sentidos, por quantas vidas tiver) que me diz:
- Cê tá indo pra Congonhas? Então traz de lá, pra mim, o livro das receitas do Festival de Quitandas. Vi na TV e quero o livro, e insistiu: traz pra mim.
Ela foi tão incisiva que, sem resposta, falei que sim, e sai pensativa:
- mas não conheço o livro de quitandas de lá, acho que não tem... Vou fazer!
E botei as mãos na massa, isso é, à obra, e comecei a pesquisa, primeiro em livros nas bibliotecas da UFMG, nas livrarias, depois com as quitandeiras e por fim me debrucei nos cadernos da família, fui registrando histórias, querendo saber mais, de cada receita, como era feito, quando era feito ... e assim foram quase 4 anos de pesquisa.
A foto é do lançamento do livro, eu e Maria Helena, felizes com o resultado final!
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