Nesse mês de julho, como em outros passados, fui trabalhar no Festival de Inverno da UFMG em Diamantina. Lá conheci o grande
poeta Chacal, pessoa cheia de histórias e generosidades. Tido como poeta marginal, do mimeógrafo, mudou a cara da poesia brasileira nos anos 70. Recentemente a Editora Cosac Naify publicou a antologia
Belverede, reunindo seus 13 livros. Chacal concedeu-me uma entrevista que ainda está inédita e cedi a ele algumas fotos mágicas daquela terra, que você pode conferir no
blog dele. O engraçado foi que Chacal levava bananas pra comer enquanto dava as oficinas de literatura - Ele estava lá ministrando a Oficina de Poesia Conteporânea e nessa onda de trocas de figurinhas, me disse que sempre gostou de bananas e nos tempos malucos, embora ele consumisse drogas era também macrobiótico e só comia "natural" e acrescentou: a banana é bom para tirar a gente da depressão, do baixo astral, é energizante. Como também acho a banana uma dádiva resolvi, já em BH fazer uma torta de banana, que ficou deliciosa, diga-se de passagem. Fiz assim:
Torta de bananas1 copo de de farinha de trigo integral
1 copo de açúcar mascavo
1 colher de sopa de fermento em pó
2 ovos batidos
4 colheres de sopa de manteiga
8 bananas cortadas na horizontal
canela para polvilhar
Misturei numa vasilha a farinha de trigo, o açúcar, e o fermento. Enquanto isso derreti a manteiga numa vasilha, ao fogo. Em outra, bati as claras dos ovos em neve e juntei depois as gemas. Untei o refratário, coloquei metada da farofa, uma camada de banana e polvilhei com canela em pó. Depois derramei um pouco da manteiga derretida, e os ovos batidos. Repeti a operação fazendo uma nova camada: farofa, banana, manteiga, ovos e canela. Levei em forno morno e deixei até dourar.
Fotografei pra você ter ideia, olha ai. Simples e perfeita.