sábado, 17 de dezembro de 2011

Kitanda Brasil


Quando lancei o livro Quitandas de Minas, receitas de família e histórias em Congonhas, autografei um exemplar cuja dona chegou afobada, sorridente, cheia de histórias, contando que tinha conseguido o último exemplar numa livraria de São Paulo, que ia abrir um restaurante e que, por causa do livro Quitandas de Minas, seu restaurante iria se chamar Quitanda. Isso foi em 2008. Naquela correria de lançamento de livros, autógrafos, essa moça ainda me disse: quero te receber lá... e foi-se.

Nesse início de dezembro tive em Gonçalves, cidadezinha na fronteira Minas-São Paulo, incrustada na Serra da Mantiqueira com pouco mais de 4000 habitantes, a maioria na zona rural.

Cheguei numa quarta-feira à tardinha e fiquei hospedada na casa da Tanea Romão, proprietária do Kitanda Brasil, grafado assim, com K.

Além de me hospedar na casa dessa chef renomada, pude experimentar no Kitanda Brasil, um banquete de almoço, começando por um menú degustação de primeiríssima qualidade, com tempero exótico, ao mesmo tempo nacionalíssimo.

Tanea é
conhecida como "a mulher das especiarias" -veja matéria do Paladar- o suplemento gastronômico do jornal Estado de São Paulo-. A matéria diz que ela andou uns poucos tempos meio "fora de área". Estava era se especializando... fiquei sabendo. Além de me hospedar por lá, pude acompanhar sua produção de geleias, um dos seus produtos de venda e exportação (para empórios de São Paulo), que junto com os chutneys, cremes e temperos e sais condimentados dão às nossas comidas um sabor especial.

Se você ainda não conhece: vá passear em Gonçalves e entre no clima da região; montanhas, cachoeiras, gado nas encostas, casinhas entre verdes.

No Kitanda Brasil : entre, sente , converse, escolha umas das mesinhas externas. Peça o almoço do dia e deixe o tempo passar sem pressa. Você vai ser servido/a por meninas atenciosas, que explicam com atenção cada prato servido, além de ensinar como usar cada um dos potinhos mágicos.

Não à de graça que o Kitanda Brasil já tem o selo do Guia 4 Rodas para 2012.

Eu volto com uma receita especial desenvolvida e fornecida pela Tanea Romão.

Kitanda Brasil
R. Antonio Caetano Rosa, 217, Gonçalves, Minas Gerais, (35) 3654-1406




sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Pessegada

Fim de ano chegando e vem as lembranças das férias,
da meninada
chegando na casa da vovó, o tempo de chuva, de fazer doce na coberta. Às vezes era fumaça, chuva, tacho no fogo, ventania, tudo junto. A gente andava daqui pra lá, ouvindo um ou outro aconselhando: "Cuidado com a mudança de temperatura. Cuidado com o vento, você que está ai, pregada no tacho".
Uma das frutas dessa época mais gostosas é o pêssego. Lá em casa não havia muitos pés de pêssego. Que eu me lembre, havia um ou dois, ficavam logo depois do galinheiro.

Vovó apanhava, pelava, se estavam bons, sem bicho, fazia doce de compota. Se tinha muito bicho, limpava bem e aproveitada os pedaços bons do pêssego para fazer pessegada. Ficar sem essa delícia que a gente não ficava. A receita abaixo é da Tia Cecy, a grande doceira da família.


Pessegada (Tia Cecy, Entre Rios de Minas)

2 kg de pêssegos sem os caroços
1 kg de açúcar

Modo de fazer:

Depois de pelados e sem caroços é que se pesa. Aferventar para tirar o amargo. Trocar a água e deixar cozinhar. Quando estiverem cozidos, escorrer a água. Em seguida passar na peneira de taquara. Levar ao fogo junto com o açúcar e tomar o ponto da seguinte maneira: tirar um pouco na ponta da faca e deixar esfriar. Bater nas costas da mão. Se não pegar, está bom para despejar em caixetas forradas com papel manteiga.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Biscoito de Araruta

Nos tempos idos, a araruta era uma coisa fácil de encontrar nos armazéns, nas quitandas. Hoje em dia quase não se usa mais. Muita gente não sabe nem o que é ou, nunca ouviu falar.

Mas a araruta é uma planta que dá uma farinha muito fina e delicada e era usada para biscoitos finos. Como não tem entre seus componente o glúten, a farinha de araruta é indicada a quem tem a doença celíaca ou outra intolerância a esse amido.
De fácil digestibilidade a araruta é usada na produção de mingaus, doces, biscoitos e no engrossamento de molhos e cremes
.

Deixo uma receita de biscoito de Araruta, que copiei do caderno da minha avó e que está no livro que dá nome a esse blog: Quitandas de Minas, receitas de família e histórias

Biscoitos de araruta

1 prato de polvilho de araruta bem cheio

1 pires de farinha de trigo
1 xícara de gordura
2 colheres (sopa) de manteiga
Açúcar o quanto adoce (mais ou menos meia xícara)

Juntar os ingredientes numa gamela e amassar bem.
Fazer os biscoitos e levar para assar em tabuleiros forrados com folhas de bananeira, em forno brando.



foto de Pacelli Ribeiro, do livro Quitandas de Minas, receitas de família e histórias

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Biscoitos de queijo e coco

A primavera sempre traz umas chuvas, que dá aquela preguiça e a gente fica um pouco presa dentro de casa. Ai, como o melhor lugar da casa é mesmo a cozinha, vamos lá, de receitinha nova, de biscoito, que é sempre o melhor acompanhante de um café passado na hora. Ai, é só ajuntar os tios, a meninada e começar a prosa.

Biscoitos de queijo e coco

4 colheres (sopa) de açúcar
4 copos (200ml) de farinha de trigo
50g de queijo tipo parmesão
1 colher (sopa) de fermento em pó
2 ovos
2 colheres (sopa) de margarina derretida
leite, se precisar

Peneirar todos os ingredientes secos. Reservar. Bater os ovos e a margarina. Juntar aos ingredientes secos. Acrescente o leite e o queijo ralado. Trabalhe a massa até ficar macia, em ponto de enrolar. Faça bolinhaa pequenas e leve para assar em tabuleiro untado e enfarinhado, em forno pré-aquecido, até ficarem levemente dourados. Depois de frios passe-os na calda de chocolate e depois no coco.

Para fazer a calda:
½ colher (sopa) de maisena
1 e ½
colher (sopa) de manteiga
1 e ½
xícara de leite
¾
xícara de açúcar
3
colheres (sopa) de chocolate em pó
100
g de coco ralado seco

Dissolva a maisena no leite e juntar os demais ingredientes, menos o coco. Levar ao fogo brando, mexendo sempre, até começar a engrossar. Envolver as bolinhas nessa nessa calda de chocolate e, depois, no coco ralado. Esperar e servir. Ou se quiser, também pode congelar.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Bolo de coco e mandioca

Coco e macaxeira tem sabor do nordeste brasileiro, aqueles bolinhos vendidos em feira, aquele sabor particular. Nordeste lembra verão, férias... que delícia.

Esse bolo é bom pra comer qualquer hora, para mandar de merenda para a meninada, que ainda não está de férias e, claro, vai bem com o café da tarde.



BOLO DE COCO COM MANDIOCA

2 xícaras de açúcar
100 g de margarina
4 ovos (clara em neve)
1 xícara de leite de coco
2 e 1/2 xícaras de farinha de mandioca crua, peneirada
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de fermento em pó

Numa tigela, misturar o acúcar, a margarina (ou manteiga)e as gemas até obter uma massa homogênea. Juntar o leite de coco e a farinha de mandioca. Bater bastante. Acrescentar as claras em neve, o sal e por último o fermento. Despejar numa forma untada e enfarinhada. Assar em forno médio, pré-aquecido por aproximadamente 40 minutos. Desenformar ainda morno.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Otto

Olá, olá seguidos desse Quitandas de Minas!
Você sabe que esse livro nasceu a partir do livro Quitandas de Minas, receitas de família e histórias, livro publicado pela Editora Autêntica e que tem muitas outras receitas.

Agora, está chegando às livrarias o meu mais novo rebento: Otto, meu primeiro livro de literatura infantil. O livro tem publicação da Editora Peirópolis
, ilustrações de Carla Irusta e está uma delícia, repara na capa!

O lançamento do livro OTTO acontece sábado, dia 05/11 na Livraia Quixote em BH (rua Fernandes Tourinho, 274 - Savassi ) e em São Paulo, dia 27/11, domingo, na Livraria da Vila da Fradique (rua Fradique Coutinho, 915 - Perdizes)


Estão todos convidados a conhecer as viagens do Otto.