sábado, 29 de outubro de 2011

Biscoito de rapadura

Rica em carboidratos como sacarose, frutose e glucose, a rapadura tem origem nas Ilhas Canárias e chegou ao Brasil por volta do século XVI.

É processada a partir do suco da cana de açúcar sendo uma ótima fonte de energia. Possui também proteínas, água e minerais como potássio, cálcio, magnésio, fósforo, sódio, ferro, manganês, zinco, flúor e cobre. Além disso, contém vitaminas A, B1, B2, B5, B6, C, D2, E e PP.


Dependendo do lugar, o nome varia: panelapiloncillo (México), papelón (Venezuela e Colômbia), chancaca (Bolívia e Peru), empanizao (Bolívia) ou tapa de dulce (Costa Rica).


Consumida principalmente no nordeste brasileiro, é base de muitos doces da culinária brasileira: do pé de moleque e outros tantos. Mas como na cozinha, quem não tem cão caça com gato e sempre surge uma receita nova, vai ai uma receita de biscoito de rapadura. O gosto fica peculiar!

1 rapadura média (700g)
3 colheres (sopa) de manteiga
1 e ½ colher (sopa) de fermento em pó
1 colher (sopa) de bicarbonato de sódio
1 copo de leite
2 copos de água
3 ovos
2 e ½ kg de farinha de trigo

Modo de fazer:

Colocar numa panela a rapadura picada com um pouco de água e levar ao fogo até derreter.
Numa gamela, colocar o bicarbonato de sódio, o fermento, a manteiga, depois a rapadura derretida. Mexer levemente. Juntar o leite. Misturar e deixar esfriar. Bater as claras, juntar as gemas e acrescentar à mistura. Adicionar a farinha, amassando bem até o ponto de enrolar. Levar ao forno, imediatamente, por aproximadamente 20 minutos em tabuleiro untado.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pudim de coco com laranja

Ainda usando o coco como ingrediente principal mando ver nessa delícia de sobremesa, agora acrescentando o sabor da laranja e tudo que ela traz junto: muita vitamina C, sais minerais (ácido fólico, potássio, cálcio, ferro, magnésio e fósforo) e o betacaroteno, que nos protege dos antioxidantes.
Vamos lá:

faça primeiro a calda usando:
1 xícara de açúcar
1 xícara de água

Queime o açúcar um pouco e acrescente a água, fazendo uma calda de caramelo. Coloque na forma e reserve.


Faça a massa do pudim com:
2 xícaras de açúcar
6 ovos (com as claras batidas em neve)
100 g de coco ralado
1 xícara de caldo de laranja
1 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (café) de raspa de limão

Misturar o açúcar, o coco, as gemas, o caldo de laranja, a manteiga, a farinha e as raspas do limão, misturando tudo. Adicionar as claras batidas em neve e misturar até formar uma massa homogênea. Despejar na forma redonda que está com a calda e cozinhar em banho-maria, no fogo, fechando a parte superior, Cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 1 hora. Depois de cozido, desenforme e leve para gelar.

Devo confessar, não sou muito amante de pudins, mas esse aqui, com certeza me nocauteia pelo sabor. Se você fizer, me avise, porque quero um pedaço, combinado?

domingo, 9 de outubro de 2011

O coqueiro e a cocada de mel

Revendo minhas fotos do Arraial d'Ajuda, bateu uma saudade da paisagem , da praia, da tranquilidade e dos coqueiros...

Não se sabe se o coqueiro é originário das Américas, da África ou da Ásia. O fato é que essa planta abundantemente encontrada na região dos trópicos e na beira das praias, de quase tudo se aproveita. Principalmente dá um fruto que é muito apreciado e rico em nutrientes: o Coco.

Do fruto seco se faz cocada, doce tipicamente brasileiro, que serve de sustento a muitos brasileiros que a vendem em tabuleiros, feiras, praças; até butiques e lojas requintadas dos modernos shoppings. Claro, ela também é exportada a todo o canto do mundo. Com inúmeras variações, que depende de quem as faz, as cocadas, sempre tiveram fama e prestígio.
Fácil de fazer, segue então a receita de cocada de mel:

1 kg de coco ralado
250g de mel

clara de 6 ovos
1/2 kg de açúcar cristal
óleo para untar

Prefira comprar o coco seco, e ralá-lo, você mesmo. O resultado será muito mais saboroso. Coloque os ingredientes numa panela, misture bem e leve ao fogo, mexendo sempre até derreter o açúcar, a massa engrossar e ficar homogênea. Desligue o fogo e espere esfriar. Depois, retire colheradas dessa massa e vá colocando numa assadeira untada. Leve ao forno e deixe até dourar.

sábado, 1 de outubro de 2011

Bolo de aipim

A mandioca tem seu lugar de respeito na mesa brasileira, e não é de hoje. Aliás, ela já estava por aqui, quando chegaram os portugueses e a levaram para o resto do mundo: Ásia e África. No Rio de Janeiro a chamam de aipim, pelas Minas Gerais de mandioca, no nordeste de macaxeira apesar de variada a mandioca comestível pode ser branca ou amarela e ambas são muitíssimo apreciadas. A outra, a brava, somente para uso industrial, contém uma substância chamada linamarina, que é altamente tóxica.

Na linha dos bolos, um bolo de mandioca, aipim ou macaxeira cai bem com um café passado na hora!

Bolo de aipim

3 xícaras de aipim cru, ralado
1/2 xícara de água fervente
60 g de manteiga
3 ovos
1 vidro de leite de coco
1 patada de sal
áçucar a gosto
canela e açúcar para polvilhar

Numa vasilha, juntar ao aipim ralado, a água fervente e passsar por uma peneira para retirar um pouco da goma. Despreze essa goma. Acrescentar a manteiga e os ovos batidos, depois o leite de coco, o sal e o açúcar. Misturar bem, mexendo com as mãos. Colocar numa forma de bolo untada. Polvilhar com açúcar e canela e levar para assar em forno pré-aquecido por aproximadamente uma hora.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O mineiro e o queijo


Uai, cê sabe que o Quitandas de Minas, esse blog, é mineiro, né? Bem mineiro mesmo!

Mineirim da gema, como a gente diz por aqui. Cê sabe também que mineiro fala assim, comendo pedaços das palavras, dizem que porque no tempo da Inconfidência Mineira era preciso guardar segredos, falar entre dentes, não ser tão explícito. Talvez por necessidade de falar pouco, os mineiros começaram a escrever muito. Mineiros são bons de memórias e de literaturas. De mineiros memorialistas a gente tem um montão: Pedro Nava é o maior.

Na literatura, nem dá pra listar entre tantos poetas, contistas, cronistas, romancistas: Henriqueta Lisboa, Adélia Prado, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, Fernando Sabino, Roberto Drummond, Murilo Rubião, Affonso Ávila, Silviano Santiago, Ana Elisa Ribeiro, Lúcio Cardoso, Adão Ventura, Antonio Barreto, Zuenir Ventura, Olavo Romano, Sérgio Fantini, Henfil ... vou parar por aqui, porque vim aqui foi pra falar de queijo.

Cê já viu mineiro sem queijo? Não existe.

Procê ter uma ideia, o primeiro livro que lembro de ter lido na minha vida foi o Rique Roque, um ratinho que queria beber a lua, porque achava que a lua era um queijo. Foi meu encantamento com as literaturas... até hoje vivo nesse encantamento.

Mas mineiro é bom de literaturas, de queijo e também de cinema: Humberto Mauro é mineiro de Cataguases, uai, vem me dizer que cê num sabia?
Acontece que Helvécio Ratton (diretor de: A dança dos Bonecos, Amor & Cia, O menino maluquinho, Batismo de sangue, Uma onda no ar) é de Divinópolis e acaba de fazer um filme sobre o mineiro e o queijo. O nome do filme é esse mesmo: O Mineiro e o queijo, que entra em cartaz agora em setembro, chegando com a primavera (23 de setembro) em Belo Horizonte e depois roda o Brasil, com certeza vai a Festivais de Cinema pelo mundo afora.

O filme O mineiro e o queijo foi filmado na cidade do Serro, na serra da Canastra e do Alto Paranaíba, onde o queijo minas continua sendo produzido como há séculos; feito a partir do leite cru, como os melhores queijos da Europa. Conta ao público como a técnica de produção artesanal de queijo chegou a Minas no século XVIII, trazida por aventureiros portugueses em busca de ouro.

Mas isso você não sabia: O queijo minas artesanal é um patrimônio ameaçado por leis anacrônicas e pelo lobby dos grandes laticínios.

De forma poética, o filme O mineiro e o queijo coloca na tela as opiniões de produtores, pesquisadores e técnicos sobre o impasse em que está hoje o verdadeiro queijo minas.
É um documentário de 72 minutos de duração

Clique no nome do filme e veja trailler, fotos, o que saiu na imprensa, ouça as trilhas sonoras e o mais importante: vá ao cinema. Na telona, as paisagens mineiras ficam mais bonitas e o sotaque acaba virando música no seu ouvido.

E atenção: Se você escrever pra mim rapidim, eu tenho dois ingressos pra assistir o filme de graça - Ói que bão! Fica assim: os ingressos são das duas primeiras pessoas que escreverem aqui nesse blog, que postarem comentário, combinado? Tá valendo já!


(crédito das fotos: as 3 primeiras são de Pacelli Ribeiro, o mesmo que fez as fotos do livro Quitandas de Minas, receitas de família e histórias, a de Helvécio Ratton é de Ricardo Lima e a dos produtores de queijo de Gilberto Otelo)

sábado, 17 de setembro de 2011

Suspiros


Você já fez suspiros??

Não é suspiro de gente com saudades, porque esse eu ando fazendo depois que algumas pessoas partiram, ou depois que comecei a entender as loucuras dos humanos, acho que no meu tempo de criança não tinha tanta corrupção... tenho uma saudade daquele tempo... Bom, suspiro é aquele docinho, doce que só, feito com claras de ovos, maravilhoso.

Minha receita era essa, que segue abaixo. Falta de ovos em casa nunca fora problema, tinha as galinhas, as soltas e as do galinheiro... é importante ressaltar
que os ovos devem ser de galinha caipira e que estejam em temperatura ambiente, senão não se consegue o ponto ideal do suspiro.

15 claras de ovos
1 kg de açúcar refinado
Raspas de limão

Modo de fazer:

Bater as claras em neve e ir juntando o açúcar aos poucos. Bater até a massa ficar bem consistente. Juntar as raspas de limão. Com uma colher, pingar num tabuleiro forrado de papel. Levar para assar em forno baixo.

Se você achou que é suspiro demais, diminua os ingredientes, proporcionalmente. Boa suspirada! Ai a gente até esquece da corrupção!