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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

flores comestíveis - 2

Setembro é tempo de flores, frutos... passarinhos em algazarra; a chuva, para limpar a poeira, o sol chegando mais cedo. Tudo colorido, geleias, doces, quitandas e saladas...

Além de milhões de motivos para comer bem pouco ou evitar totalmente a carne (você já deve ter percebido que não sou muito de carnes, já que nunca tenho receitas com carnes - melhor deixar os bichinhos livres, fornecendo ovos e leite, já está bom) volto falando de flores comestíveis e venho com três das mais comuns dos nossos jardins e canteiros. O importante é saber como são plantadas e colhidas.
Para consumí-las, depois de conhecê-las, é só usar a criatividade e experimentar. Opções não faltam!

Amor-Perfeito – (Viola tricolor L.) Tem textura aveludada e flores delicadas que são boas para adornar saladas ou aromatizar vinagres. As pétalas das violetas têm um sabor adocicado suave e perfumado e podem ser consumidas frescas ou cristalizadas em açúcar, incluídas em geléias, manteiga. A flor completa tem um sabor mais vegetal e ligeiramente ácido. As cores e combinações são muitas e variam de amarelo, azul, roxo, branco, rosa, marrom e negra, por isso são usadas para decorar sobremesas, pudins, bolos, sorvetes; para flutuar sobre a sopa, além de decorar outros pratos. O amor-perfeito tem propriedades: antiinflamatória, expectorante, estimulante, diurética e laxante e depurativa, entre outras.


Capuchinha: (tropaeolum majus) De origem mediterrânea, onde começaram a ser comidas, tem flores vistosas, nas cores amarela e vermelha. São boas recheadas, cristalizadas ou como guarnição, além de serem vastamente usadas nas saladas de verão. As flores, folhas e sementes têm gosto apimentado que faz lembrar o agrião. Contém ferro, cálcio, enxofre e vitamina C e várias propriedades medicinais: descongestionante, tonificante e revigorante e afrodisíacas, além de ser rica ômega 3 atuando na prevenção de doenças cardiovasculares e em luteína, relacionado com a prevenção de doenças dos olhos.


Calêndula(Calendula officinalis L) Originária da Europa meridional era consumida como se fosse uma hortaliça. Com pétalas comestíveis, de sabor amargo, picante e apimentado lembra o açafrão. Muito eficaz como cosmético e medicamento no tratamento de pele por suas propriedades adstringente, analgésica, antialérgica, antiespasmódica, anti-séptica, antiviral, bactericida, cicatrizante, é usada como também corante culinário. Suas pétalas podem ser misturadas ao arroz, ao peixe, à sopa, aos queijos, iogurtes e omeletes, ao queijo e à manteiga. A flor tem inegável perfume e as folhas são macias e aveludadas, cultivadas sem agrotóxicos são comercializadas para decoração de saladas ou em outros pratos.


Se você tiver alguma receita de quitanda com essas flores, por favor, me mande que compartilho com os leitores! Conto com sua colaboração!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Flores Comestíveis


É Setembro, outra vez!

De acordo com o calendário da natureza, da roda das estações, setembro é tempo de primavera e de flores, do acasalamento das aves. As flores não só são enfeites aos olhos, nem só trazem perfumes ao olfato, servem para atrair pássaros e insetos e com isso, garantindo a continuidade das espécies, não só delas próprias, mas de toda a cadeia ecológica. E, na culinária, servem para abrir o apetite, estimular o paladar, enfeitar pratos. Hum...que beleza!

E não posso esquecer também das propriedades fitoterápicas das flores, hoje já vastamente usadas: medicamentos, aromaterapias, óleos de massagens, pomadas, chás, florais, extratos, unguentos, glóbulos e um montão de outros usos medicinais.

Desde a antiguidade, flores diversas são usadas na preparação de alimentos, licores, doces e outros atrativos gustativos que encantam desde o paladar e os olhos mais nobres e requintados, quando dos mais simples.


Na culinária nossa do dia a dia há flores que já de tão incorporadas ao cardápio, que nem tomamos consciência de que são flores: o brócolis, a alcachofra, a couve-flor, a flor de abóbora entre outras, usadas em saladas, sopas, omeletes, empanados e outros pratos, além dos chás, encontrados facilmente até em supermercados.

As flores podem fazer parte de sobremesas, geléias, tortas, biscoitos, pudins, sorvetes tornando a mesa mais atraente, além de serem usadas para aromatizar vinagres ou azeites; serem salpicadas em saladas e decorar cubos de gelos para refrescar bebidas e sucos.

Muito mais que beleza, sabor e requinte aos pratos, as flores comestíveis são nutritivas: normalmente são ricas em vitaminas A, C e do complexo B, tem baixo valor calórico e são ricas em água, além de características particulares de cada uma.

Mas nem todas as flores são comestíveis, e algumas até são venenosas. Cuidado ao criar novas receitas! De qualquer maneira, as flores cultivadas para uso comestível devem ser isentas de agrotóxicos, não podendo portanto serem as mesmas das floriculturas.

Por hoje, deixo aqui uma receita do livro Quitandas de Minas, receitas de família e história, compilada de um dos cadernos da minha avó Naná, mas que deve vir de muito longe, já que receitas de geleia com pétalas de rosas rodam o mundo desde muito... Volto com outras receitas e mais informações sobre flores comestíveis.


Licor de pétalas de rosas

½ litro de cachaça de boa qualidade
3 mãos cheias de pétalas de rosas
½ kg de açúcar

½ litro de água

Modo de fazer:

Limpar as pétalas com um pano seco. Colocar as pétalas em um vidro e cobrir com a cachaça. Tampar o vidro e deixar por 10 dias. Depois desse tempo. Fazer a calda com o açúcar e a água, tirando a espuma que se formar. Deixar ferver sem engrossar. Coar a infusão de pétalas de rosas e misturar com a calda. Coar numa garrafa usando algodão e funil ou coador de papel. Deixar descansar por mais alguns dias.