sábado, 11 de outubro de 2014

Gonçalves e seus alimentos orgânicos

Gonçalves é uma simpática cidade do Sul de Minas, incrustada na Serra da Mantiqueira, por isso, seu relevo é predominantemente montanhoso. Repleto de área verde, rios e cachoeiras, a cidade está recebendo muitos turistas que, além de buscar o contato com a natureza, também buscam um novo nicho na região: a produção de alimentos orgânicos que são produtos cultivados livres de agrotóxicos e sem qualquer aditivos químicos.




Considerada um polo de produção de orgânicos, a cidade de Gonçalves é conhecida por seus habitantes que optam por um estilo de vida mais saudável e natural, que de alguns anos para cá “fabricam” seus alimentos para garantir o que há de melhor em sua mesa.


Devido ao grande sucesso e procura, os produtores de Gonçalves se reuniram e decidiram  criar a Feira de Orgânicos da Mantiqueira. Lá, é possível encontrar todos os alimentos orgânicos fresquinhos, tudo vendido diretamente para o consumidor. A feira funciona todos os sábados, no período da manhã.



Há 11 anos, os produtores d’ Orgânicos da Mantiqueira focam na sustentabilidade, no meio ambiente e em um estilo de vida mais saudável.

Além disso, frisam que seus alimentos são produzidos de forma que não agridem o meio ambiente e mantém a vida do solo intacta.

Como a demanda é grande, os Orgânicos da Mantiqueira expandiram seus negócios e fazem entregas de cestas de seus produtos á domicílio, além de firmar parcerias com supermercados e restaurantes.

Os "Orgânicos da Mantiqueira" tem sede e a principal produção no Sítio São Sebastião, 183, no bairro de Lambari, em Gonçalves. 


O Sítio Três Barras é mais uma empresa dedicada aos alimentos orgânicos. Com foco em proteger o meio ambiente e fornecer uma alimentação sadia, a proprietária Zezé começou com a produção de pães de queijo e broas de milho orgânicas, mas com o sucesso do negócio, expandiu também para os legumes e folhas. 

Mais informações sobre restaurantes e pousadas em Gonçalves Minas Gerais acesse o site do Roteiro de Turismo e boa viagem!


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

PROGRAMA UNIVERSO LITERÁRIO - entrevista

Recebi hoje esse vídeo que foi feito a partir de uma entrevista de rádio, no Programa Universo Literário que apresento na rádio UFMG Educativa de BH. Gostei tanto que partilho com você, leitor desse blog. 

Já que esse programa só fala de coisas gostosas, o  vídeo é uma deliciosa viagem pelas páginas do livro A menina que perdeu o trem, novela escrita pelo amigo Manuel Filho!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Chegando junto com a primavera


O livro Quitandas de minas, receitas de família e histórias que estava esgotado, chega à sua 2ª edição e já pode ser encontrado nas boas livrarias. 

Foi todo revisado e está em formato menor, mas tão lindo quanto o de capa dura.  
Outra novidade é que está chegando só com as quitandas. Os doces, as geleias e os licores ficaram para o volume 2. Também resolvi dividir a autoria com a minha tia Imene, afinal, são seus pitacos o melhor tempero, o ponto certo da calda, o não perder a coalhada, a fruta madura...

Se na livraria que você procurar ainda não encontrar, pode pedir diretamente à editora através do link:
http://grupoautentica.com.br/gutenberg/quitandas_de_minas_-_receitas_de_familia_e_historias/440


domingo, 1 de julho de 2012

Água na Boca
   Cyro de Mattos
 
Manga, mamão, goiaba,
Caju, cajá, carambola,
Cereja, pinha, pitanga,
Sapoti, jabuticaba, sapota.
É de dar água na boca
Do menino Zé Magrinho.
Igual a um passarinho,
Bem assanhado ele vai bicar
No quintal de seu Maninho
A natureza com doçura
Quando o sol abrir o olho
E acordar na manhã pura.

(Do livro "A Poesia de Calça Curta", no prelo da editora Solisluna, Salvador)

Cyro de Mattos é escritor, poeta, advogado e jornalista, nasceu em Itabuna, sul da Bahia, em 1939.  É membro da Academia de Letras da Bahia. Estreou como ficcionista com o livro de contos Os brabos (Prêmio A fonso Arinos, Academia Brasileira de Letras). Outro dia o entrevistei no Universo Literário. Falamos sobre o livro Lorotas, Caretas e Piruetas, publicado pela Ed. RHJ.  Ele conheceu esse blog e mandou esse poeminha especial para os leitores do Quitandas de Minas. Já tô com água na boca: adoro frutas! 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Um resumão: 


Em 2004 publiquei meu primeiro livro: Em busca de Cerejas, nas trilhas do Caminho de Santiago, um relato de minha experiência pelas terras espanholas. 


Desde 2005 faço na Rádio UFMG Educativa o programa Universo Literário, onde entrevisto diariamente autores de livros. É um prazer conversar com tantos bons autores da literatura nacional. 


Em 2008 foi a vez de registrar as receitas de família no Quitandas de Minas, e começar esse blog, que você acompanha. 


Publiquei meu primeiro livro de literatura infantil, OTTO, em novembro de 2011. 


Esse ano, o Programa Imagem da Palavra, da Rede Minas de Televisão fez um programa especial onde falei dos meus livros, do meu gosto pela leitura, do Programa Universo Literário, que faço na rádio UFMG Educativa. Você pode conferir o programa clicando na seta! 






E aqui o 2º bloco


Se você queria me conhecer mais... é uma oportunidade! Espero que goste!

terça-feira, 20 de março de 2012



O livro Quitandas de Minas está esgotado.

Mas já estamos trabalhando na 2ª edição, que vem com novidades.

Aguarde!



sábado, 31 de dezembro de 2011

Biscoito de Gengibre e coco


Achei essa receita em um dos meus livros e acho que fica muito gostosa. Ainda não experimentei. Gengibre é uma planta originária da Ásia, e que chegou no Brasil logo após o descobrimento, mas só fui conhecê-la já adulta. Da minha infância minha única lembrança do uso do gengibre é no quentão, das festas juninas. mas o gengibre é muito mais: tem sabor picante e pode ser usado tanto em pratos salgados quanto nos doces e em diversas formas: fresco, seco, em conserva ou cristalizado. Com ação bactericida, é desintoxicante e acredita-se também que possua poder afrodisíaco. Na medicina chinesa tradicional, por sua reconhecida ação na circulação sanguínea, ele é utilizado contra a disfunção erétil.


Chega de blá-blá blá e vamos à obra:


60 g de manteiga
1 xícara de açúcar mascavo
1 xícara de melado de cana
3 ovos
6 xícaras de farinha de trigo
1 pitada de sal
1 pitada de canela em pó
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 colher (chá) de gengibre em pó
1 colher de cravo moído
50 g de coco ralado.

Bater a manteiga com o açúcar mascavo bastante, até formar um creme. Misturar o melado e os ovos e continuar batendo. Acrescentar o fermento, o sal, o gengibre, o cravo, a canela e metada da farinha de trigo. Misturar delicadamente, formando uma massa homogênea, incorporando o restante da farinha aos poucos. Abrir a massa numa superfície lisa e enfarinhada. Cortar os biscoitos com o auxílio de forminhas. Colocar num tabuleiro (não untado) e levar para assar em forno quente por aproximadamente 10 minutos.


Aproveito a oportunidade pra desejar a todos os leitores desse blog um 2012 de muitas realizações, saúde e alegria!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Creme de Limão

Para fazer suas especiarias, que são usadas no Kitanda Brasil e também comercializados, TaneaRomão usa produtos orgânicos, cuidadosamente plantados em hortas comunitárias. Os ovos vêm de chácaras dali de perto, que pude eu mesma conhecer.

Segue uma receita desse creme de limão especialmente desenvolvida pela chef Tanea Romão, do Kitanda Brasil.



6 ovos
1/2kg de açúcar cristal (preferencialmente orgânico)
100 g de manteiga com sal
400 ml de suco de limão
Raspas de 1 limão


Modo de Preparo
Bater os ovos no liquidificador até dobrar de volume. Acrescentar a manteiga e continuar batendo por 3 minutos. Misturar todos os ingredientes e levar ao fogo brando, em banho Maria. Cozinhar até ter a textura de um creme (mais ou menos 40 minutos). Guardar em geladeira ou envidrar em vidros limpos e tampas novas. No caso de embalar em vidros, tampar os vidros, vira-los de boca para baixo por 5 minutos e coloca-los em uma panela com água quente acima das tampas e ferver por 20 minutos.

A Tanea explica: Esses cremes podem ser usados para cobertura de tortas, recheio de bolos, tempero para saladas e também como acompanhamento de carnes brancas.


A casa da foto é onde ficamos hospedadas: simplicidade e luxo, ao mesmo tempo.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Kitanda Brasil


Quando lancei o livro Quitandas de Minas, receitas de família e histórias em Congonhas, autografei um exemplar cuja dona chegou afobada, sorridente, cheia de histórias, contando que tinha conseguido o último exemplar numa livraria de São Paulo, que ia abrir um restaurante e que, por causa do livro Quitandas de Minas, seu restaurante iria se chamar Quitanda. Isso foi em 2008. Naquela correria de lançamento de livros, autógrafos, essa moça ainda me disse: quero te receber lá... e foi-se.

Nesse início de dezembro tive em Gonçalves, cidadezinha na fronteira Minas-São Paulo, incrustada na Serra da Mantiqueira com pouco mais de 4000 habitantes, a maioria na zona rural.

Cheguei numa quarta-feira à tardinha e fiquei hospedada na casa da Tanea Romão, proprietária do Kitanda Brasil, grafado assim, com K.

Além de me hospedar na casa dessa chef renomada, pude experimentar no Kitanda Brasil, um banquete de almoço, começando por um menú degustação de primeiríssima qualidade, com tempero exótico, ao mesmo tempo nacionalíssimo.

Tanea é
conhecida como "a mulher das especiarias" -veja matéria do Paladar- o suplemento gastronômico do jornal Estado de São Paulo-. A matéria diz que ela andou uns poucos tempos meio "fora de área". Estava era se especializando... fiquei sabendo. Além de me hospedar por lá, pude acompanhar sua produção de geleias, um dos seus produtos de venda e exportação (para empórios de São Paulo), que junto com os chutneys, cremes e temperos e sais condimentados dão às nossas comidas um sabor especial.

Se você ainda não conhece: vá passear em Gonçalves e entre no clima da região; montanhas, cachoeiras, gado nas encostas, casinhas entre verdes.

No Kitanda Brasil : entre, sente , converse, escolha umas das mesinhas externas. Peça o almoço do dia e deixe o tempo passar sem pressa. Você vai ser servido/a por meninas atenciosas, que explicam com atenção cada prato servido, além de ensinar como usar cada um dos potinhos mágicos.

Não à de graça que o Kitanda Brasil já tem o selo do Guia 4 Rodas para 2012.

Eu volto com uma receita especial desenvolvida e fornecida pela Tanea Romão.

Kitanda Brasil
R. Antonio Caetano Rosa, 217, Gonçalves, Minas Gerais, (35) 3654-1406




sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Pessegada

Fim de ano chegando e vem as lembranças das férias,
da meninada
chegando na casa da vovó, o tempo de chuva, de fazer doce na coberta. Às vezes era fumaça, chuva, tacho no fogo, ventania, tudo junto. A gente andava daqui pra lá, ouvindo um ou outro aconselhando: "Cuidado com a mudança de temperatura. Cuidado com o vento, você que está ai, pregada no tacho".
Uma das frutas dessa época mais gostosas é o pêssego. Lá em casa não havia muitos pés de pêssego. Que eu me lembre, havia um ou dois, ficavam logo depois do galinheiro.

Vovó apanhava, pelava, se estavam bons, sem bicho, fazia doce de compota. Se tinha muito bicho, limpava bem e aproveitada os pedaços bons do pêssego para fazer pessegada. Ficar sem essa delícia que a gente não ficava. A receita abaixo é da Tia Cecy, a grande doceira da família.


Pessegada (Tia Cecy, Entre Rios de Minas)

2 kg de pêssegos sem os caroços
1 kg de açúcar

Modo de fazer:

Depois de pelados e sem caroços é que se pesa. Aferventar para tirar o amargo. Trocar a água e deixar cozinhar. Quando estiverem cozidos, escorrer a água. Em seguida passar na peneira de taquara. Levar ao fogo junto com o açúcar e tomar o ponto da seguinte maneira: tirar um pouco na ponta da faca e deixar esfriar. Bater nas costas da mão. Se não pegar, está bom para despejar em caixetas forradas com papel manteiga.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Biscoito de Araruta

Nos tempos idos, a araruta era uma coisa fácil de encontrar nos armazéns, nas quitandas. Hoje em dia quase não se usa mais. Muita gente não sabe nem o que é ou, nunca ouviu falar.

Mas a araruta é uma planta que dá uma farinha muito fina e delicada e era usada para biscoitos finos. Como não tem entre seus componente o glúten, a farinha de araruta é indicada a quem tem a doença celíaca ou outra intolerância a esse amido.
De fácil digestibilidade a araruta é usada na produção de mingaus, doces, biscoitos e no engrossamento de molhos e cremes
.

Deixo uma receita de biscoito de Araruta, que copiei do caderno da minha avó e que está no livro que dá nome a esse blog: Quitandas de Minas, receitas de família e histórias

Biscoitos de araruta

1 prato de polvilho de araruta bem cheio

1 pires de farinha de trigo
1 xícara de gordura
2 colheres (sopa) de manteiga
Açúcar o quanto adoce (mais ou menos meia xícara)

Juntar os ingredientes numa gamela e amassar bem.
Fazer os biscoitos e levar para assar em tabuleiros forrados com folhas de bananeira, em forno brando.



foto de Pacelli Ribeiro, do livro Quitandas de Minas, receitas de família e histórias

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Biscoitos de queijo e coco

A primavera sempre traz umas chuvas, que dá aquela preguiça e a gente fica um pouco presa dentro de casa. Ai, como o melhor lugar da casa é mesmo a cozinha, vamos lá, de receitinha nova, de biscoito, que é sempre o melhor acompanhante de um café passado na hora. Ai, é só ajuntar os tios, a meninada e começar a prosa.

Biscoitos de queijo e coco

4 colheres (sopa) de açúcar
4 copos (200ml) de farinha de trigo
50g de queijo tipo parmesão
1 colher (sopa) de fermento em pó
2 ovos
2 colheres (sopa) de margarina derretida
leite, se precisar

Peneirar todos os ingredientes secos. Reservar. Bater os ovos e a margarina. Juntar aos ingredientes secos. Acrescente o leite e o queijo ralado. Trabalhe a massa até ficar macia, em ponto de enrolar. Faça bolinhaa pequenas e leve para assar em tabuleiro untado e enfarinhado, em forno pré-aquecido, até ficarem levemente dourados. Depois de frios passe-os na calda de chocolate e depois no coco.

Para fazer a calda:
½ colher (sopa) de maisena
1 e ½
colher (sopa) de manteiga
1 e ½
xícara de leite
¾
xícara de açúcar
3
colheres (sopa) de chocolate em pó
100
g de coco ralado seco

Dissolva a maisena no leite e juntar os demais ingredientes, menos o coco. Levar ao fogo brando, mexendo sempre, até começar a engrossar. Envolver as bolinhas nessa nessa calda de chocolate e, depois, no coco ralado. Esperar e servir. Ou se quiser, também pode congelar.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Bolo de coco e mandioca

Coco e macaxeira tem sabor do nordeste brasileiro, aqueles bolinhos vendidos em feira, aquele sabor particular. Nordeste lembra verão, férias... que delícia.

Esse bolo é bom pra comer qualquer hora, para mandar de merenda para a meninada, que ainda não está de férias e, claro, vai bem com o café da tarde.



BOLO DE COCO COM MANDIOCA

2 xícaras de açúcar
100 g de margarina
4 ovos (clara em neve)
1 xícara de leite de coco
2 e 1/2 xícaras de farinha de mandioca crua, peneirada
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de fermento em pó

Numa tigela, misturar o acúcar, a margarina (ou manteiga)e as gemas até obter uma massa homogênea. Juntar o leite de coco e a farinha de mandioca. Bater bastante. Acrescentar as claras em neve, o sal e por último o fermento. Despejar numa forma untada e enfarinhada. Assar em forno médio, pré-aquecido por aproximadamente 40 minutos. Desenformar ainda morno.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Otto

Olá, olá seguidos desse Quitandas de Minas!
Você sabe que esse livro nasceu a partir do livro Quitandas de Minas, receitas de família e histórias, livro publicado pela Editora Autêntica e que tem muitas outras receitas.

Agora, está chegando às livrarias o meu mais novo rebento: Otto, meu primeiro livro de literatura infantil. O livro tem publicação da Editora Peirópolis
, ilustrações de Carla Irusta e está uma delícia, repara na capa!

O lançamento do livro OTTO acontece sábado, dia 05/11 na Livraia Quixote em BH (rua Fernandes Tourinho, 274 - Savassi ) e em São Paulo, dia 27/11, domingo, na Livraria da Vila da Fradique (rua Fradique Coutinho, 915 - Perdizes)


Estão todos convidados a conhecer as viagens do Otto.

sábado, 29 de outubro de 2011

Biscoito de rapadura

Rica em carboidratos como sacarose, frutose e glucose, a rapadura tem origem nas Ilhas Canárias e chegou ao Brasil por volta do século XVI.

É processada a partir do suco da cana de açúcar sendo uma ótima fonte de energia. Possui também proteínas, água e minerais como potássio, cálcio, magnésio, fósforo, sódio, ferro, manganês, zinco, flúor e cobre. Além disso, contém vitaminas A, B1, B2, B5, B6, C, D2, E e PP.


Dependendo do lugar, o nome varia: panelapiloncillo (México), papelón (Venezuela e Colômbia), chancaca (Bolívia e Peru), empanizao (Bolívia) ou tapa de dulce (Costa Rica).


Consumida principalmente no nordeste brasileiro, é base de muitos doces da culinária brasileira: do pé de moleque e outros tantos. Mas como na cozinha, quem não tem cão caça com gato e sempre surge uma receita nova, vai ai uma receita de biscoito de rapadura. O gosto fica peculiar!

1 rapadura média (700g)
3 colheres (sopa) de manteiga
1 e ½ colher (sopa) de fermento em pó
1 colher (sopa) de bicarbonato de sódio
1 copo de leite
2 copos de água
3 ovos
2 e ½ kg de farinha de trigo

Modo de fazer:

Colocar numa panela a rapadura picada com um pouco de água e levar ao fogo até derreter.
Numa gamela, colocar o bicarbonato de sódio, o fermento, a manteiga, depois a rapadura derretida. Mexer levemente. Juntar o leite. Misturar e deixar esfriar. Bater as claras, juntar as gemas e acrescentar à mistura. Adicionar a farinha, amassando bem até o ponto de enrolar. Levar ao forno, imediatamente, por aproximadamente 20 minutos em tabuleiro untado.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pudim de coco com laranja

Ainda usando o coco como ingrediente principal mando ver nessa delícia de sobremesa, agora acrescentando o sabor da laranja e tudo que ela traz junto: muita vitamina C, sais minerais (ácido fólico, potássio, cálcio, ferro, magnésio e fósforo) e o betacaroteno, que nos protege dos antioxidantes.
Vamos lá:

faça primeiro a calda usando:
1 xícara de açúcar
1 xícara de água

Queime o açúcar um pouco e acrescente a água, fazendo uma calda de caramelo. Coloque na forma e reserve.


Faça a massa do pudim com:
2 xícaras de açúcar
6 ovos (com as claras batidas em neve)
100 g de coco ralado
1 xícara de caldo de laranja
1 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (café) de raspa de limão

Misturar o açúcar, o coco, as gemas, o caldo de laranja, a manteiga, a farinha e as raspas do limão, misturando tudo. Adicionar as claras batidas em neve e misturar até formar uma massa homogênea. Despejar na forma redonda que está com a calda e cozinhar em banho-maria, no fogo, fechando a parte superior, Cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 1 hora. Depois de cozido, desenforme e leve para gelar.

Devo confessar, não sou muito amante de pudins, mas esse aqui, com certeza me nocauteia pelo sabor. Se você fizer, me avise, porque quero um pedaço, combinado?

domingo, 9 de outubro de 2011

O coqueiro e a cocada de mel

Revendo minhas fotos do Arraial d'Ajuda, bateu uma saudade da paisagem , da praia, da tranquilidade e dos coqueiros...

Não se sabe se o coqueiro é originário das Américas, da África ou da Ásia. O fato é que essa planta abundantemente encontrada na região dos trópicos e na beira das praias, de quase tudo se aproveita. Principalmente dá um fruto que é muito apreciado e rico em nutrientes: o Coco.

Do fruto seco se faz cocada, doce tipicamente brasileiro, que serve de sustento a muitos brasileiros que a vendem em tabuleiros, feiras, praças; até butiques e lojas requintadas dos modernos shoppings. Claro, ela também é exportada a todo o canto do mundo. Com inúmeras variações, que depende de quem as faz, as cocadas, sempre tiveram fama e prestígio.
Fácil de fazer, segue então a receita de cocada de mel:

1 kg de coco ralado
250g de mel

clara de 6 ovos
1/2 kg de açúcar cristal
óleo para untar

Prefira comprar o coco seco, e ralá-lo, você mesmo. O resultado será muito mais saboroso. Coloque os ingredientes numa panela, misture bem e leve ao fogo, mexendo sempre até derreter o açúcar, a massa engrossar e ficar homogênea. Desligue o fogo e espere esfriar. Depois, retire colheradas dessa massa e vá colocando numa assadeira untada. Leve ao forno e deixe até dourar.

sábado, 1 de outubro de 2011

Bolo de aipim

A mandioca tem seu lugar de respeito na mesa brasileira, e não é de hoje. Aliás, ela já estava por aqui, quando chegaram os portugueses e a levaram para o resto do mundo: Ásia e África. No Rio de Janeiro a chamam de aipim, pelas Minas Gerais de mandioca, no nordeste de macaxeira apesar de variada a mandioca comestível pode ser branca ou amarela e ambas são muitíssimo apreciadas. A outra, a brava, somente para uso industrial, contém uma substância chamada linamarina, que é altamente tóxica.

Na linha dos bolos, um bolo de mandioca, aipim ou macaxeira cai bem com um café passado na hora!

Bolo de aipim

3 xícaras de aipim cru, ralado
1/2 xícara de água fervente
60 g de manteiga
3 ovos
1 vidro de leite de coco
1 patada de sal
áçucar a gosto
canela e açúcar para polvilhar

Numa vasilha, juntar ao aipim ralado, a água fervente e passsar por uma peneira para retirar um pouco da goma. Despreze essa goma. Acrescentar a manteiga e os ovos batidos, depois o leite de coco, o sal e o açúcar. Misturar bem, mexendo com as mãos. Colocar numa forma de bolo untada. Polvilhar com açúcar e canela e levar para assar em forno pré-aquecido por aproximadamente uma hora.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O mineiro e o queijo


Uai, cê sabe que o Quitandas de Minas, esse blog, é mineiro, né? Bem mineiro mesmo!

Mineirim da gema, como a gente diz por aqui. Cê sabe também que mineiro fala assim, comendo pedaços das palavras, dizem que porque no tempo da Inconfidência Mineira era preciso guardar segredos, falar entre dentes, não ser tão explícito. Talvez por necessidade de falar pouco, os mineiros começaram a escrever muito. Mineiros são bons de memórias e de literaturas. De mineiros memorialistas a gente tem um montão: Pedro Nava é o maior.

Na literatura, nem dá pra listar entre tantos poetas, contistas, cronistas, romancistas: Henriqueta Lisboa, Adélia Prado, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, Fernando Sabino, Roberto Drummond, Murilo Rubião, Affonso Ávila, Silviano Santiago, Ana Elisa Ribeiro, Lúcio Cardoso, Adão Ventura, Antonio Barreto, Zuenir Ventura, Olavo Romano, Sérgio Fantini, Henfil ... vou parar por aqui, porque vim aqui foi pra falar de queijo.

Cê já viu mineiro sem queijo? Não existe.

Procê ter uma ideia, o primeiro livro que lembro de ter lido na minha vida foi o Rique Roque, um ratinho que queria beber a lua, porque achava que a lua era um queijo. Foi meu encantamento com as literaturas... até hoje vivo nesse encantamento.

Mas mineiro é bom de literaturas, de queijo e também de cinema: Humberto Mauro é mineiro de Cataguases, uai, vem me dizer que cê num sabia?
Acontece que Helvécio Ratton (diretor de: A dança dos Bonecos, Amor & Cia, O menino maluquinho, Batismo de sangue, Uma onda no ar) é de Divinópolis e acaba de fazer um filme sobre o mineiro e o queijo. O nome do filme é esse mesmo: O Mineiro e o queijo, que entra em cartaz agora em setembro, chegando com a primavera (23 de setembro) em Belo Horizonte e depois roda o Brasil, com certeza vai a Festivais de Cinema pelo mundo afora.

O filme O mineiro e o queijo foi filmado na cidade do Serro, na serra da Canastra e do Alto Paranaíba, onde o queijo minas continua sendo produzido como há séculos; feito a partir do leite cru, como os melhores queijos da Europa. Conta ao público como a técnica de produção artesanal de queijo chegou a Minas no século XVIII, trazida por aventureiros portugueses em busca de ouro.

Mas isso você não sabia: O queijo minas artesanal é um patrimônio ameaçado por leis anacrônicas e pelo lobby dos grandes laticínios.

De forma poética, o filme O mineiro e o queijo coloca na tela as opiniões de produtores, pesquisadores e técnicos sobre o impasse em que está hoje o verdadeiro queijo minas.
É um documentário de 72 minutos de duração

Clique no nome do filme e veja trailler, fotos, o que saiu na imprensa, ouça as trilhas sonoras e o mais importante: vá ao cinema. Na telona, as paisagens mineiras ficam mais bonitas e o sotaque acaba virando música no seu ouvido.

E atenção: Se você escrever pra mim rapidim, eu tenho dois ingressos pra assistir o filme de graça - Ói que bão! Fica assim: os ingressos são das duas primeiras pessoas que escreverem aqui nesse blog, que postarem comentário, combinado? Tá valendo já!


(crédito das fotos: as 3 primeiras são de Pacelli Ribeiro, o mesmo que fez as fotos do livro Quitandas de Minas, receitas de família e histórias, a de Helvécio Ratton é de Ricardo Lima e a dos produtores de queijo de Gilberto Otelo)

sábado, 17 de setembro de 2011

Suspiros


Você já fez suspiros??

Não é suspiro de gente com saudades, porque esse eu ando fazendo depois que algumas pessoas partiram, ou depois que comecei a entender as loucuras dos humanos, acho que no meu tempo de criança não tinha tanta corrupção... tenho uma saudade daquele tempo... Bom, suspiro é aquele docinho, doce que só, feito com claras de ovos, maravilhoso.

Minha receita era essa, que segue abaixo. Falta de ovos em casa nunca fora problema, tinha as galinhas, as soltas e as do galinheiro... é importante ressaltar
que os ovos devem ser de galinha caipira e que estejam em temperatura ambiente, senão não se consegue o ponto ideal do suspiro.

15 claras de ovos
1 kg de açúcar refinado
Raspas de limão

Modo de fazer:

Bater as claras em neve e ir juntando o açúcar aos poucos. Bater até a massa ficar bem consistente. Juntar as raspas de limão. Com uma colher, pingar num tabuleiro forrado de papel. Levar para assar em forno baixo.

Se você achou que é suspiro demais, diminua os ingredientes, proporcionalmente. Boa suspirada! Ai a gente até esquece da corrupção!